domingo, 21 de maio de 2017

No Recife, manifestantes pedem saída de Temer e eleições diretas


A manifestação reivindica o impeachment de Michel Temer e novas eleições no Brasil
Entre as reivindicações, estão na pauta a saída de Temer / Cortesia/Divulgação
Entre as reivindicações, estão na pauta a saída de Temer
Cortesia/Divulgação
JC Online
Com Agência Brasil
O Marco Zero do Recife foi palco de manifestação pedindo o impeachment do presidente Michel Temer e eleições diretas na tarde deste domingo (21). O protesto ocorreu de forma simultânea em outras capitais brasileiras e foi coordenado pelas frentes Brasil Popular (FBP), que congrega mais de 60 entidades sociais, e sindicais e Povo Sem Medo, que reúne outras 30.
O famoso bloco de Carnaval "Eu Acho é Pouco" também participou do ato, com seu dragão, que este ano ganhou nova indumentária com os dizeres "Fora Temer" além de outros grupos culturais, sociais e políticos.


A manifestação começou às 15h e reuniu cerca de 5 mil pessoas, de acordo com a organização. A PM não contabilizou o número de manifestantes. Os atos ocorreram em outras 14 capitais brasileiras após vazamentos do conteúdo referente à delação premiada do empresário Joesley Batista, dono do Grupo JBS. 
"Estamos lutando contra esse Governo que não tem nenhuma envergadura moral, ética e nem política, além de ser ilegítimo. A corrupção de Temer foi jogada na cara dos brasileiros e não podemos permitir que ele continue no cargo, prejudicando o nosso País", afirmou a professora Arlene Vitaliano, uma das participantes do ato. 

Protestos pelo Brasil

Rio de Janeiro

Servidores de diversas categorias do estado do Rio e representantes de sindicatos se reuniram na Praia de Copacabana, próximo do Hotel Copacabana Palace. De acordo com Ramon Carrera, um dos líderes do Movimento Unificado dos Servidores Públicos Estaduais (Muspe), que organizou o ato, a entidade já tinha marcado o encontro há duas semanas para protestar sobre a situação precária dos servidores do Rio, que enfrentam atrasos de salários e falta de condições de trabalho.
A manifestação era também para pedir o impeachment do governador Luiz Fernando Pezão. Segundo Carrera, com os últimos acontecimentos no país, o ato serviu para também protestar contra o governo federal.
“Era um ato contra o governo Pezão e contra a corrupção instalada no Rio de Janeiro, que ajudou a quebrar o estado. No meio da convocação, feita há duas semanas, a gente teve essa avalanche no governo federal, o que, para nós, é motivo de muita tristeza."
Carrera, que é também diretor-geral do Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário do Estado do Rio de Janeiro (Sindjustiça), destacou que a Lei de Recuperação Fiscal dos Estados, aprovada pelo Congresso e sancionada sexta-feira (19) sem vetos pelo presidente Michel Temer, ainda terá de passar por votações de medidas complementares de austeridade do estado como contrapartidas para assegurar a negociação das dívidas, entre elas o aumento da contribuição previdenciária dos servidores e o congelamento de reajustes salariais para as categorias.
A nova legislação é apontada pelo governador Pezão como fundamental para colocar o pagamento dos servidores em dia. Para o integrante do Muspe, há medidas que poderiam ser adotadas e não provocar uma pressão sobre a população e servidores. “Os exemplos são cobrar o crédito da Lei Kandir, da ordem de R$ 50 bilhões, a divida ativa, de R$ 66 bilhões, fazer o enfrentamento e rever as isenções fiscais”, disse.
De acordo com Carrera, a manifestação foi apartidária e custeada pelos sindicatos que vivem da contribuição dos servidores. Durante o ato foi estendida uma faixa branca para que os manifestantes escrevessem mensagens ou registrassem seus protestos.
Um outro grupo de manifestantes se concentrou em frente à estação do metrô de São Conrado, seguindo pela orla do bairro da zona sul carioca até o prédio onde mora o presidente da Câmara dos Deputados, Rocrigo Maia (DEM).
A organização e a Polícia Militar não divulgaram o número de pessoas que participaram da manifestação.

Belo Horizonte

Em Belo Horizonte, os manifestantes se reuniram às 9h na Praça da Liberdade e seguiram para a Praça Sete, tomando ruas do centro da capital mineira. Assim como o ato realizado na última quinta-feira (18), a convocação foi realizada pela Frente Brasil Popular e pela Frente Povo Sem Medo, grupos que reúnem centrais sindicais, sindicatos, organizações estudantis e entidades dos movimentos sociais.

Nenhum comentário:

Postar um comentário