sábado, 2 de julho de 2011

O dia em que Itamar enfrentou FHC

                                                                         


A hipótese de o governador Itamar Franco dar a ordem para que a PM atirasse nas tropas do Exército que guardam a Fazenda Córrego da Ponte (propriedade em nome dos filhos do Presidente) forçou uma reunião de Fernando Henrique Cardoso com sete de seus ministros, durante quatro horas, na noite de terça-feira (12). Diante da configuração da crise constitucional estaria justificado o pedido, ao Congresso, para uma intervenção federal em Minas Gerais, segundo informa a colunista Dora Kramer, do Jornal do Brasil. Ontem (dia 13) Itamar Franco encaminhou pedido de um estudo de viabilidade jurídica de desapropriação da área da fazenda.  
Itamar ameaça FHC e agrava impasse
O governador mineiro, Itamar Franco, reagiu ao ataque do presidente Fernando Henrique Cardoso e encaminhou pedido à Procuradoria Geral do estado para ver se é possível desapropriar a fazenda dos filhos de FHC em Buritis (MG), segundo a Folha de S. Paulo.
Em carta, o Presidente classificara como "bazófia" o ultimato de Itamar para que o Exército deixasse a fazenda em Buritis. Integrantes do MST estão acampados em frente à propriedade desde anteontem.
"O prazo do sr. Presidente terminou. Cabe a mim o próximo lance", disse Itamar, que enviou a PM para a região. Os policiais militares, porém, ficaram na cidade e não foram à fazenda da família de FHC.
Raul Jungmann (Desenvolvimento Agrário) disse que só recebe os sem-terra quando eles deixarem a fazenda. O MST diz que não sai da propriedade sem audiência.  
Estudos
O governador de Minas, Itamar Franco, determinou à Procuradoria Geral do Estado que inicie estudos para a desapropriação da fazenda da família do presidente Fernando Henrique, em Buritis, segundo O Estado de S. Paulo.
A medida seria uma represália ao envio de tropas federais para a fazenda, por ordem do Palácio do Planalto, que temia a invasão da propriedade pelo MST. O Presidente afirmou que o Exército permanecerá no local, a menos que Itamar desloque a PM para garantir a segurança.
Sob proteção de cerca de cem policiais, o governador lembrou o bombardeio ao Palácio de la Moneda e a morte do ex-presidente chileno Salvador Allende e disse que "informações sigilosas" o levaram a reforçar o policiamento.
Itamar quer agora desapropriar fazenda de Fernando Henrique
Com o Palácio da Liberdade cercado de atiradores de elite, veículos de combate, cães farejadores e cerca de cem homens da PM especializados em guerrilha, o governador Itamar Franco anunciou ontem (dia 13) o seu novo plano na batalha contra o presidente Fernando Henrique: ameaçou desapropriar a fazenda Córrego da Ponte, em Buritis, por considerar que ela virou fator de crise para o País, segundo O Globo.
O ultimato dado por Itamar para que o Exército se retirasse da fazenda não teve efeito: o Exército não saiu e a PM de Minas não entrou.
FH disse que o Exército permanecerá na fazenda até que Itamar resolva cumprir a Constituição e garantir a segurança da propriedade. O senador Antônio Carlos Magalhães duvidou da sanidade mental de Itamar: "'Se havia alguma dúvida, com esse gesto essa dúvida deixa de existir".
"Sanidade mental"
O presidente do Senado, Antônio Carlos Magalhães (PFL-BA), duvidou ontem (dia 13) da sanidade mental do governador de Minas, Itamar Franco, segundo O Globo. Ao comentar a atitude de Itamar de pôr tropas cercando o Palácio da Liberdade, em Belo Horizonte, antes de anunciar que pretende levar adiante um processo de desapropriação da fazenda dos familiares do presidente Fernando Henrique, Antônio Carlos disse:
"Se havia alguma dúvida sobre a sanidade de Itamar, com esse gesto, essa dúvida deixa de existir. Acredito que os mineiros estejam estarrecidos com a atitude do governador".
O presidente do Senado foi irônico ao falar sobre os possíveis desdobramentos da atitude de Itamar.
"Ele vai ficar morando no Palácio da Liberdade, com os soldados. Afinal, um comandante tem que ficar junto com a tropa", disse.
Confronto
"Batalha vazia" é o título do editorial de O Globo: "Não passou da etapa epistolar o confronto anunciado pelo governador Itamar Franco, de Minas Gerais, quando deu um ultimato ao Governo federal para que retirasse o batalhão do Exército encarregado de proteger a fazenda Córrego da Ponte."
"Propriedade do presidente da República, e situada em Minas, a fazenda estava ameaçada de invasão por mais de 600 pessoas arregimentadas pelo Movimento dos Sem-Terra. Aparentemente, o governador descobriu que exagerou na dose, e deixou aberto o caminho para uma solução de compromisso."
Desfecho melancólico
Já caminhava o confronto entre o governador Itamar Franco e o presidente Fernando Henrique para o desfecho melancólico dos fatos que nunca deviam ter acontecido quando espocou a nota do ministro Pimenta da Veiga, segundo a coluna Panorama Político, de Tereza Cruvinel, de O Globo. Seu tom foi tão provocador como o de Itamar e acima do que foi usado por FH em sua carta dura, porém sóbria. Minas já não é mesmo conciliação, e não só por Itamar.
"Guerra"
Ameaças de um lado, provocações de outro e no meio os sem-terra, o Exército e a PM de Minas, segundo o Jornal do Brasil. Um cenário de guerra, que ficou, por enquanto, só no disse-me-disse. Em Buritis, local do confronto marcado para as 6h da manhã de ontem (dia 13), ninguém parecia preocupado. Os comandantes da tropa mineira pediam na recepção do hotel para serem acordados às 7h. Um deles chegou a pedir mais 40 minutos de sono. 
Reação
"Mão Firme" é o título do editorial do Jornal do Brasil: "A mão firme do Governo, pela primeira vez, desceu sem hesitação sobre o plano de ocupações do MST e apresenta saldo de credibilidade. Era o que faltava para acabar com a repetição periódica das invasões de prédios públicos e propriedades agrícolas."
Invasões
A intenção inicial dos sem-terra era invadir a fazenda do embaixador brasileiro em Roma, Paulo Tarso Flecha de Lima, também localizada em Minas. Desistiram depois de calcular que não haveria reação mais dura do Planalto, como o envio do Exército, segundo a coluna Painel, da Folha de S. Paulo. Os invasores teriam menos poder de barganha.
Jornal do Brasil, Folha de S. Paulo, O Estado de S. Paulo, O Globo, 14.09.00

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Zezé assumira 7 anos e meio de mandato sem nenhum voto direto, é a lei !


'Vou dar o melhor para garantir a continuidade do trabalho', diz Perrella

Zezé Perrella ocupa a vaga no Senado deixada por Itamar Franco.
Ex-presidente da República morreu na manhã deste sábado em São Paulo.

Do G1 MG
Zezé Perrella durante gravação de programa na TV Globo Minas (Foto: Reprodução/Arquivo/TV Globo )Zezé Perrella durante gravação de programa na TV
Globo Minas (Foto: Reprodução/Arquivo/TV Globo )
O presidente do Cruzeiro Zezé Perrella que vai ocupar a vaga deixada por Itamar Franco no Senado disse, em nota, que vai dar o melhor para garantir a continuidade do trabalho do senador Itamar.  "Manifesto a todos os mineiros o meu compromisso de dar o melhor de mim para garantir a continuidade do trabalho do senador Itamar em defesa dos interesses de Minas". Perrella é suplente de Franco que foi eleito pelo Partido Popular Socialista (PPS) nas eleições de outubro de 2010. Franco morreu na manhã deste sábado (2) no Hospital Albert Einstein, em São Paulo.
“Uno-me a todos os mineiros nas justas homenagens que fazemos neste momento ao grande brasileiro Itamar Franco. Os compromissos do ex-presidente para com Minas e o Brasil são conhecidos por várias gerações de mineiros, e deles todos nós nos orgulhamos. Tive a honra de ter sido indicado pelo meu partido, o PDT, como suplente do senador Itamar nas últimas eleições”, manifestou Perrella.
Segundo a assessoria de imprensa, o suplente está em viagem no Rio de Janeiro e aguarda informações sobre o velório. Perrella deve estar na capital mineira nesta segunda-feira (4) para acompanhar o funeral do ex-presidente da República.

Itamar estava internado no Hospital Albert Einstein, na capital paulista, desde o dia 21 de maio para tratar de uma leucemia. De acordo com os médicos, o ex-presidente reagiu bem ao tratamento da leucemia, mas desenvolveu uma pneumonia grave. Por conta disso, acabou sendo transferido para a Unidade de Terapia Intensiva (UTI).
Ele passou o aniversário de 81 anos, completados em 28 de junho, na UTI do hospital.
Na sexta-feira (1º), boletim médico divulgado pelo hospital dizia que o estado de saúde de Itamar era grave e que o senador respirava com ajuda de aparelhos.
Biografia
Itamar Franco foi presidente da República entre 1992 e 1994, depois do impeachment do ex-presidente e atual senador Fernando Collor de Mello. Itamar foi também governador de Minas Gerais, senador durante 16 anos, prefeito de Juiz de Fora por dois mandatos e embaixador do Brasil na Organização dos Estados Americanos (OEA), em Portugal e na Itália.
Como presidente, implantou o Plano Real – o também ex-presidente Fernando Henrique Cardoso era o ministro da Fazenda –, que estabilizou a moeda e acabou com a inflação, assinou a Lei dos Genéricos e a Lei Orgânica da Assistência Social (Loas), que abriu caminho para a criação de programas de transferência de renda.
A doença
Leucemia é um tipo de câncer que atinge os glóbulos brancos, parte do sistema de defesa do organismo, na medula óssea. A doença impede ou prejudica a formação de glóbulos vermelhos e brancos e de plaquetas, causando anemia e abrindo espaço para infecções e hemorragias.

Itamar Franco o pai do real morre !


Morre Itamar Franco o presidente do plano real.

O  senador e ex. presidente Itmar Franco de 81 anos, morreu neste sábado dia 02 de julho no hospital Israelita Albert Einstein em São Paulo, onde estava internado desde o dia 21 de maio, quando foi diagnósticado com leucêmia.
Itamar se licenciou poucos dias depois para realizar os tratamentos contra a doença e segundo os médicos vinha respondendo bem as sessões de quimioterápia.
Dia 27 de junho porém boletins médicos mostrou que o senador havia contraído uma pneumônia grave , e foi transferido para a UTI, Unidade de Tratamento Intensivo do hospital , a leucêmia havia sido  detectada após o ex. presidente realizar exames devido a uma forte gripe.
O ex. presidente que governou o país de 1992 a 1994,  após a renúncia de Fernando Collor de Mello, completou 81 anos no dia 28 de junho , Itamar também governou  o estado de Minas Gerais de 1999 e 2003, e foi eleito senador no ano passado pelo PPS, com a votação expressiva de 5.125.455  votos  , sendo ao lado de Aécio Neves os dois senadores eleitos por Minas Gerais
                         
                             
                    PERFIL

O engenheiro Itamar Augusto Cautieiro Franco , nasceu no dia 28 de junho de 1930, a bordo de um navio ele foi registrado em Salvador (BA), sua carreira política teve início no MDB, (Movimento Democratico Brasileiro ), legenda pelo qual foi eleito prefeito por Juiz de Fora, por duas vezes,1967 a 1971, 1973 a 1974, também representou o MDB, Itamar chegou a Brasília no primeiro mandato de senador em 1974, ele se reelegeu em 1982, já como militante do PMDB, quatro anos depois Itmar migrou para o PL, após divergências com o diretório  mineiro do PMDB, ele chegou a concorrer ao governo de Minas mais perdeu a disputa para membros do próprio PMDB.
Em 1989, durante as primeiras eleições diretas para presidente após o regime militar, Itamar foi eleito vice presidente do Brasil, pelo PRN, na chapa de Fernando Collor de Mello,  Collor recebeu 20 milhões de votos no primeiro turno, e 35 milhões no segundo turno contra o petista Luiz Inácio Lula da Silva.

                    PRESIDÊNCIA


Itamar Franco tomou posse da presidência da república em 02 de outubro de 1992, após a renúncia do presidente Fernando Collor de Mello e do processo ao qual levou o seu impeachment, o mineiro nascido na Bahia permaneceu no cargo comandando a nação pelo período de dois anos, três meses e vinte e nove dias.Seu governo foi marcado  coêsão de partidos com o objetivo de garantir a governabilidade e a estabilidade democrâtica após o processo do impeachment que mobilizou a sociedade e os crescentes problemas economicos,como a escada da inflação.É dois feito de Itamar como presidente está: a aprovação do IPMF (Imposto Provisório de Movimentação Financeira), que em 1996, passou a ser chamado de CPMF(Contribuíção provisória de Movimento Financeiro).
,Em 1993 o governo realizou  um plebicito previsto na constituíção de 1988, para escolher a forma e  sistema de governo brasileiro, o resultado confirmou o regime republicano e o sistema presidencialista.
Ainda no governo Itamar Franco em 1993, foi nomeado ministro da fazenda Fernando Henrique Cardoso, incubido com a tarefa de combater a inflação, no mesmo ano o Brasil adotou o cruzeiro real, e foi lançado o plano de estabilidade economica que preparava o país para a introdução de uma nova moeda.
Em julho de 1994,o real começou a circular a estabilidade economica do plano real garantiu ao então ministro da fazenda Fernando Henrique Cardoso, a vitória na disputa presidencial daquele ano.

                    VIDA PÚBLICA

Desde que passou a faixa de presidente a Fernando Henrique Cardoso em 1º de janeiro de 1995, Itamar seguiu na pública, ele se tornou embaixador do Brasil em Portugal ,entre 1995 a 1996 e depois representou o país na OEA Organização dos Estados Americanos,de 1996 a 1998, neste ano depois de não ter conseguido a indicação do PMDB, para disputar a presidência Itamar venceu as eleições para o governo de Minas Gerais, ele tentou concorrer as eleições presidenciaisde 2002,2006 perdeu a indicação do partido novamente para outros candidatos e em 2009, Itmar anunciou sua filiação ao PPS, e anunciou que no ano segunte iria ser candidato ao senado , como foi é foi eleito para o senado.
O ex. presidente foi eleito senador por Minas Gerais com uma votação de 5.125.455 votos, seu suplenrte é José pereira de Oliveira ex. presidente do cruzeiro .

Folha.com
O engenheiro Itamar

SENADO DISCUTE LISTA FECHADA PARA VEREADOR JÁ EM 2012



 
Lista fechada, financiamento público e cláusula de desempenho estão na pauta da CCJ 
A Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) deve analisar na próxima quarta-feira (6) mais três itens da reforma política: a eleição em lista fechada para deputados e vereadores, a instituição das cláusulas de desempenho e o financiamento público exclusivo das campanhas eleitorais. A reunião está marcada para as 10h.
Os textos foram elaborados pela subcomissão criada para tratar especificamente da reforma política. O colegiado, criado em fevereiro, entregou em maio as 11 proposições resultantes do seu trabalho ao presidente do senado, José Sarney (PMDB-AP).Se aprovadas na CCJ, as proposição irão à votação em Plenário.
PEC 43/2011, sobre sistema eleitoral, estabelece que os parlamentares da Câmara dos Deputados, das Assembleias Legislativas, das Câmaras de Vereadores e da Câmara Legislativa do Distrito Federal serão eleitos pelo sistema proporcional, "em listas partidárias preordenadas [o voto em lista fechada]". Isso significa que os votos passariam a ser apenas no partido e não mais nos deputados. Atualmente, o sistema adotado é proporcional e aberto, com voto no parlamentar, mas com preenchimento das vagas ligado ao número de votos para os candidatos do partido.
No relatório, o senador Romero Jucá (PMDB-RR) vai em direção oposta à do projeto ao defender, em emenda substitutiva, a eleição para deputados e vereadores em sistema majoritário, em que o número de votos do candidato é o que conta para a eleição. Jucá argumenta que "o eleitor não entende e não confia no sistema proporcional atual".
O relator mantém, no entanto, a previsão de que a emenda entre em vigor após a aprovação em referendo, realizado junto com as eleições de 2012. Jucá também deu parecer contrário à PEC 23/2011, que tramita em conjunto com a PEC 43. A proposição, de autoria do senador Eduardo Suplicy (PT-SP), previa a obrigatoriedade de realização de eleições internas pelos partidos para a escolha dos candidatos.
Financiamento Público
Já o texto do PLS 268/2011 sobre financiamento de campanhas estabelece "o financiamento público exclusivo das campanhas eleitorais" e proíbe que partidos políticos e candidatos recebam "doações em dinheiro ou estimáveis em dinheiro oriundas de pessoas físicas e jurídicas e destinadas às campanhas eleitorais". A proposta também estabelece que os gastos públicos com cada eleição serão de R$ 7,00 por eleitor. Atualmente, o Brasil possui cerca de 135 milhões de eleitores.
Os defensores do financiamento público das campanhas argumentam que seria uma solução para acabar com o chamado "caixa dois". O relator, senador Aloysio Nunes (PSDB-SP), discorda e prevê que a aprovação da proposição pode reforçar esse tipo de conduta ilegal. Além disso, argumenta que a proposta pode "onerar ainda mais o contribuinte", que já financia as atividades dos partidos por meio do fundo partidário.
Além do parecer contrário ao PLS 268/2011, o relatório indica a prejudicialidade do PLS 373/2008, do senador Alvaro Dias (PSDB-PR) que com ele tramita em conjunto. Apesar de elogiar o mérito da iniciativa, que permite a doação de recursos financeiros para campanhas eleitorais por meio de cartões de pagamento, o relator considera que o conteúdo já foi adotado pela Lei nº 12.034/2009, que alterou a legislação eleitoral e partidária.
Cláusula de desempenho
PLS 267/2011 torna critério permanente a cláusula de desempenho para funcionamento parlamentar e para o acesso ao rádio e à televisão, corrigindo um vácuo legal sobre o tema. Pela norma, é concedido funcionamento parlamentar aos partidos com, no mínimo, três representantes de diferentes estados - facultada à Mesa a decisão sobre partidos com número inferior a este. Já para acesso às redes de comunicação, o tempo a que a legenda tem direito no rádio e na TV varia conforme sua representatividade na Câmara.
O PLS 267/2011 tramita em conjunto com o PLS 29/2011, do senador Alvaro Dias que pede a exclusão do cálculo do tempo de propaganda em rádio e TV dos minutos correspondentes aos partidos que não têm candidatos na disputa a que se refere aquela propaganda. O relator das propostas, senador Vital do Rêgo (PMDB-PB), ainda não apresentou seu parecer.
Isabela Vilar / Agência Senado

Prefeitura desapropria Escola Cenecista.



Através do Decreto Nº 22/2011, de 22 de junho de 2011, o Prefeito de Taquaritinga do Norte Evilásio Araújo tornou de utilidade pública para fins de desapropriação o terreno, o prédio e as demais benfeitorias da Escola Cenecista Severino Pereira tradicional instituição educacional do município que recentemente fechou as portas em virtude de grave crise financeira. A Escola, localizada na Rua Padre Berenguer, por mais de meio século formou centenas de jovens e era considerada uma referência regional em ensino.
“É lamentável que o Cenecista tenha fechado as portas o que causou um grande prejuízo ao município. Para reparar esta situação e continuarmos desenvolvendo a Educação na Dália da Serra chegamos à conclusão que este era o melhor caminho”, declarou o Prefeito Evilásio.
O Cenecista, que pertence a Campanha Nacional de Escolas da Comunidade (CNEC), possuí sete salas de aula, cantina, auditório, diretoria, secretaria, biblioteca, sala de ciências, sala da banda, sala de informática, arquivo, depósito, sanitários, quadra poliesportiva e mini-campo de areia, distribuídos em uma área construída de 900,69m² no pavimento inferior e de 380,47m² no pavimento superior, totalizando uma área total construída de 1.281,16m².
A Prefeitura pretende instalar no prédio do Cenecista, após a desapropriação uma escola de ensino infantil e fundamental da rede municipal de ensino. “Já entramos em contato com a Direção da CNEC nacional e acreditamos no bom senso deles o que possibilitará uma desapropriação amigável. O que não pode acontecer é um patrimônio do povo de Taquaritinga do porte da Escola Cenecista não cumprir com a sua finalidade que é educar e formar gerações” complementou o Prefeito.
Link do Decreto:http://pmtaqdonorte.com.br/download/dec_11/DECRETO-022-2011.zip

Elisberto Costa (ASSIMP / PMTN)

sexta-feira, 1 de julho de 2011

Mulher é detida por exercer irregularmente a medicina no Interior

Publicado em 01.07.2011, às 17h06

Do NE10





Núcleo SJCC/Caruaru
A Polícia Federal deteve em flagrante, nesta sexta-feira (1º), uma mulher exercendo  irregularmente a medicina na Unidade Municipal Luíza Pereira de Carvalho, em Caetés, no Agreste do Estado.
De acordo com o Conselho Regional de Medicina de Pernambuco (Cremepe), que recebeu várias denúncias acusando Alessandra Bréa Moreno Dantas, natural de Rio Branco (AC), ela estava prestando seu terceiro plantão na unidade, quando foi surpreendida usando o nome e o número de inscrição no Conselho de uma homônima: Alessandra Rodrigues Santiago, que é médica regularmente inscrita no Cremepe.
"Alessandra nos informou que usava os dados da médica sem ela saber. Vamos comunicar à médica o fato e esperar um pronunciamento dela", afirmou André Longo, vice-corregedor do Cremepe, que acompanhou a operação.
Em depoimento à polícia, a acusada admitiu que ainda não teve o diploma revalidado pelo Ministério da Educação, já que cursou Medicina em Cuba. Ela disse, também, que tinha uma inscrição provisória no Conselho Regional de Medicina do Acre (CRM-AC), mas o Cremepe verificou que este registro havia expirado.
Alessandra Bréa Moreno Dantas foi levada à delegacia de PF de Caruaru onde será autuada, podendo ser indiciada por falsidade ideológica e exercício ilegal da Medicina. A polícia também apreendeu todos os documentos que ela assinou enquanto atendia no hospital.
Ainda segundo o Cremepe, o caso será informado ao Ministério Público de Pernambuco (MPPE) e ao Tribunal de Contas do Estado (TCE).

Mãe de oito gêmeos disse sentir nojo dos filhos

Imagem da mãe. Foto: BBC Brasil

A americana Nadya Suleman, que ganhou fama ao dar deu à luz octuplos em 2009, disse que sente nojo de seus filhos.

''Eu odeio bebês, eles me dão nojo'', disse a mãe em entrevista à revista Touch.

Nadya teve seus filhos após ter se submetido a um tratamento de fertilização in vitro e deu à luz por cesariana.

Ela acabou se tornando uma celebridade e ganhou o apelido de ''octomãe''.

A mãe de 36 anos também chamou seus outros seis filhos de ''animais''.

“Meus seis filhos mais velhos são animais, porque eu não tenho tempo de criá-los.''

Nadya afirmou que costuma se refugiar no banheiro para chorar e ''ter um pouco de paz''.
Leia a matéria completa na BBC Brasil

Comércio só pode vender plugues e tomadas do novo padrão

De acordo com o Inmetro, antes da padronização, que começou a ser implementada em 2000, havia pelo menos 12 tipos de plugues e oito tipos de tomadas diferentes no mercado

O novo Padrão Brasileiro de Plugues e Tomadas entrou em vigor nesta sexta-feira (1°). A partir de agora, os plugues, vendidos isoladamente ou em aparelhos eletroeletrônicos expostos no mercado brasileiro, só poderão ser de dois tipos: com dois ou três pinos redondos.
De acordo com o Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial (Inmetro), antes da padronização, que começou a ser implementada em 2000, havia pelo menos 12 tipos de plugues e oito tipos de tomadas diferentes no mercado.
Em balanço de fiscalizações recentes, divulgado esta semana, o Inmetro não identificou abuso de preços ou desabastecimento de mercado com a substituição das peças e registrou um índice de irregularidades abaixo de 5%, que é o percentual máximo tolerado pelo órgão. A multa para casos de produção ou venda de produtos fora do novo padrão, a partir de hoje (1°), pode variar de R$ 100 a R$ 1,5 milhão.
Gerente de uma loja de produtos elétricos em Brasília Eustáquio Silva diz que a procura pelos novos equipamentos tem sido grande, mas que os consumidores ainda reclamam da mudança de padrão e do custo da adaptação. “A mudança de todas as tomadas de uma casa pode chegar a R$ 600”, calcula.
A principal mudança é a entrada definitiva no mercado dos plugues de três pinos, em que um dos pinos tem a função de fazer o aterramento.
O dentista Eduardo Abigalil está substituindo gradativamente as tomadas de casa e do consultório e não alterou a fiação para incluir o fio terra em todos os pontos. Apesar do custo, Abigalil considera a mudança positiva, pela segurança do novo padrão. “Se é para ter mais segurança, vale a pena mudar.”
Além da redução do risco de choques, o novo formato permite contato mais eficiente entre a tomada e os aparelhos, evitando desperdício de energia, segundo o Inmetro.

O homem que virou cachorro, Realidade ou ficção ?




O que é arte?
Se, conforme a máxima de Duchamp, “é arte tudo o que alguém chama de arte”, então tudo é arte e nada é arte, dependendo do ponto de vista de cada um.
Não há limites para a definição de arte nesses tempos pós-modernos. Na arte contemporânea, tudo é permitido; então, parafraseando Dostoiévsky, para a arte contemporânea Deus está morto.
A cada novidade da arte contemporânea, as pessoas comuns têm um ataque epiléptico. É compreensível. Se a arte moderna já as assustava, podemos esperar outra reação diante do que se vê hoje em dia?
O que perturba aos não-iniciados é que os seus referenciais tradicionalistas acerca do que seja arte estão sendo destruídos; se elas não entendem porquê um quadro cubista de Picasso é uma obra de arte, imagina ao se deparar com obras como a do artista plástico Rodrigo Braga, o homem que virou cachorro.




Rodrigo Braga é artista plástico!












Rodrigo Braga num sentido extra-moral

Ronaldo Entler [segunda-feira, 16/05/2011]




Rodrigo Braga, Mais força que o necessário, 2010
Na semana passada, Rodrigo Braga realizou uma palestra sobre seu trabalho em São Paulo. Uma fala calma, lúcida, em busca das palavras certas, que destoa da erupção de formas violentas que encontramos em seu trabalho. Isso foi uma surpresa? Não propriamente, mas evidenciou certa ansiedade que sua presença desperta.
A maioria de nós estava ali porque gosta de seu trabalho. Para alguns, gostar engloba também o reconhecimento de uma “verdade”: sabemos que a violência que fere nossos olhos, passou antes pelo corpo dele próprio. Naquele momento, esse mesmo corpo estava presente para expor uma suposta totalidade de sua performance, algo que as fotos não dão conta de mostrar. É sobre essa expectativa que quero falar. Existe uma crítica de arte dedicada às obras, existe também uma critica institucional, uma crítica de processo. O que faço aqui é algo como uma crítica de recepção, da relação que um público desenvolve com a obra e com o artista. Portanto, em certa medida, trata-se também de uma auto-crítica.
Rodrigo Braga é um artista. Não é um daqueles insanos que, segundo Foucault, o público pagava para ver dentro de jaulas, aos domingos, nos hospitais psiquiátricos da França.  E, ali, ele era um artista convidado para uma palestra, não para uma performance. Ele apresentou seu trabalho, falou de seu processo criativo, de sua formação, de como pensa a fotografia no contexto da arte contemporânea. Foi sempre comedido ao apresentar os conceitos em que se apoia, tanto quanto ao revelar o que de biográfico aparece em sua obra. Resistiu o quanto pôde (mas acabou vencido) à curiosidade sobre “o que o artista quer dizer”, e às demandas pelos “causos” dos bastidores. “O trabalho está aí”, lembrou ele algumas vezes, apontando para a projeção.

Rodrigo Braga. Comunhão, 2006
A história da arte nos ensinou a ler nas pistas deixadas pelas obras de gênios como Goya, Van Gogh ou Bispo do Rosário um pouco de suas alucinações cotidianas. Numa apresentação ao vivo de Rodrigo Braga, teríamos a oportunidade de assistir ao filme inteiro do qual seu trabalho seria apenas um trailer, poderíamos enxergar o extraquadro que as molduras acabam recortando. Como ele vive? Onde ele mora? O que ele come? Com quem ele anda?  Perguntas assim surgem inevitavelmente, afinal, se reconhecemos a sinceridade de suas imagens, tem de haver alguma continuidade entre o que está dentro e o que está fora delas.
Rodrigo Braga é um artista e lida com representações. Ele usou algumas vezes a expressão trompe l’oeil que, tradicionalmente, se refere à capacidade que algumas pinturas têm de pregar peças no olho. Então, trata-se de uma mentira? Mesmo historicamente, é algo mais complexo que isso: nenhuma pintura explorou e ao mesmo tempo expôs com tanta evidência (e, às vezes, didatismo) os artifícios da representação quanto aquela que foi chamada detrompe l’oeil. De modo geral, é uma pena que noções tão caras à arte como representação, mimesis ou ilusão se confundam com uma concepção moral de mentira, totalmente alheia ao juízo estético.
O trabalho de Rodrigo Braga dialoga sim com elementos de sua vida: conforme contou, ele cresceu em meio às pesquisas de seus pais biólogos, já experimentou momentos de angustia extrema, às vezes se cansa da rotina da cidade. Tudo isso aparece nas imagens. Mas existe também uma técnica: ele pesquisa seus materiais, escolhe suas locações, negocia as condições de trabalho, inventa títulos tão poéticos quanto densos, e dá palestras. O que são então aqueles momentos que vemos nas fotografias? Como disse, ele vivencia a força da natureza, incorpora os elementos que utiliza, sente prazer e dor. Mas também compõe o ambiente, dirige a cena, e opera o controle remoto da câmera. Parece contraditório? São coisas que a representação estética comporta.
Se a arte tem algo de verdadeiro, é exatamente o fato de assumir-se como representação. Segundo Nietzsche, o conhecimento – mesmo o da ciência – opera igualmente ilusões, só que lhes impõe regras de conduta e, portanto, um sentido moral que permite chamá-las de “verdade”: “as verdades são ilusões das quais se esqueceu que o são, metáforas que se tornam gastas e sem força sensível”. Tem a ver com uma “obrigação de mentir segundo uma convenção sólida, mentir em rebanho, em estilo obrigatório para todos” (Sobre verdade e mentira num sentido extra-moral, 1873). Quando o artista perturba essa ordem, há que se respeitar seu lugar, não se pode cobrar dele que transforme em regra de conduta ou em hábito rotineiro a experiência livre que constrói.
O maior problema aqui não é duvidar, mas acreditar demais. Quando nós, que tanto gostamos de seu trabalho, celebramos essa “verdade (num sentido moral), acabamos nos colocando ao lado daqueles que, também por acreditar demais, reclamam da sujeira, da dor e dos maus-tratos contra os animais.
O processo criativo de Rodrigo Braga implica, ao mesmo tempo, construção de analogias (metáforas) e transbordamentos (metonímias) daquilo que ele é. Não daquilo que ele é no dia a dia, mas de suas potências, aquilo que já lhe pertence e que só a arte pode revelar. Não se trata de “sublimação”. Para a psicanálise tradicional, a arte constitui uma forma de canalizar as pulsões para uma via de expressão socialmente aceitável (uma versão inconsciente do “eu podia estar matando, podia estar roubando, mas estou fazendo arte”). Suas representações não fazem esse tipo de concessão ao “socialmente aceitável”. Leituras psicanalíticas dedicadas às performances já acusaram os artistas de terem perdido essa boa medida da sublimação, em outras palavras, de terem passado da “representação” ao “ato”. De fato, o que Rodrigo Braga faz não é encenar aquilo que a sociedade não nos permite ser, mas revelar aquilo que invariavelmente também somos: matéria, corpo, carne, fluídos, natureza.

Rodrigo Braga, Desejo Eremita, 2009
O que ele registra com sua câmera tem a força de um ritual. E a narrativa mais legítima que se desprende dali não tem a ver com as histórias reais dos bastidores, nem com suas estratégias de fingimento. Tem a ver com uma mitologia construída pelas próprias imagens. Desejo Eremita não é a história de um artista cansado da cidade. É o mito de um homem que se confronta com a natureza em estado estranho, cru, fétido, viscoso, caótico (nada a ver com natureza doce e redentora dos ecologistas, que plantam árvores para salvar o planeta). Mitos são essa forma arcaica, sentida e poderosa de dar conta da realidade, diante da qual nossa moral também vê hoje duas possibilidades: ou os explica conforme as convenções da ciência ou os despreza como sinônimo de mentira.
A palestra terminou com o vídeo Mentira Repetida: num canto da floresta amazônica, Rodrigo Braga liga sua câmera de vídeo, coloca-se diante dela, e se põe a gritar repetidas vezes, até perder a voz e quase desfalecer. “Mentira repetida” e um titulo perigoso, porque remete à frase de Joseph Goebbels, ministro da propaganda de Hitler (“uma mentira repetida mil vezes torna-se verdade”). Ora, a constatação de Goebbels é precisa, mas desvela tarde demais o método de suas atrocidades. A desgraça não é em si sua afirmação, mas o fato de ter sido sorrateiramente colocada em prática em nome de uma atitude moralizante: o resgate de uma verdade, de uma ordem, a construção de uma evolução social.
Nada a ver com o que faz Rodrigo Braga, que desvela a ilusão ao mesmo tempo em que nos convence de seu poder de representação: no começo, o grito é hesitante, porque seu corpo parece não encontrar motivo suficiente para se entregar. Mas alguma coisa acontece, ninguém percebe exatamente quando. Em algum momento, o grito falha mas, desta vez, porque sua angústia parece não encontrar um corpo com força suficiente para lhe dar expressão. Essa obra é o registro de uma expedição feita pelo artista, que o leva da civilização a um lugar distante e selvagem que é também ele mesmo (uma variação do que Nietzsche chamou de “chegar a ser aquilo que se é”). Sua “mentira repetida” se aproxima daquilo que observa Fernando Pessoa, quando diz em sua autopsicografia que “o poeta é um fingidor” (finge tão completamente / que chega a fingir que é dor / a dor que deveras sente).

E você, leitor, qual sua opinião sobre o trabalho de Rodrigo Braga e sobre toda essa polêmica?

Fonte :

Dália Net no II Festival Café Cultural

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