segunda-feira, 31 de dezembro de 2018

O que faz algumas pessoas serem mais sortudas que outras



Você costuma reclamar que não tem sorte na vida?
Se a resposta for positiva, não culpe apenas o acaso.
Quatro padrões de comportamento relacionados à forma como pensamos e nos comportamos podem determinar quão sortudos somos.
Essa é a conclusão de um estudo realizado pelo professor Richard Wiseman, da Universidade de Hertfordshire, na Inglaterra.
Segundo ele, em primeiro lugar, os sortudos tendem a enxergar oportunidades – "e, quando veem uma, a agarram e se movem nessa direção", diz.
Já o contrário ocorre com os azarados.
"Eles estão tão acostumados à rotina que, quando uma oportunidade surge, ficam com medo de agarrá-la."
Em segundo lugar, Wiseman recomenda "confiar em seu instinto".
"Se algo dá certo, eles vão se mover nessa direção. Os azarados gastam muito tempo pensando no que fazer. Eles são excessivamente analíticos", diz.
"Quando chegam a uma conclusão, sua opinião está desatualizada e já não é mais útil", acrescenta.
Em terceiro, os sortudos esperam ter mais êxito no que fazem.
"Eles esperam que as coisas deem certo, e suas crenças se tornam profecias autorrealizáveis. Isso faz com que não esmoreçam ao se depararem com uma situação difícil. Como estão sempre para cima, atraem outras pessoas", diz.
"Com os azarados, é o contrário. Eles são pessimistas. E as pessoas tendem a evitá-los porque estão para baixo o tempo todo", acrescenta.


Por fim, outra característica comum aos sortudos, afirma Wiseman, é que eles permanecem otimistas.

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Coisas ruins acontecem com todos nós, mas os sortudos são capazes de dar a volta por cima. Eles aprendem com essas experiências ruins e seguem adiante.
Já os azarados se deixam derrubar pela menor das coisas negativas. E se convencem de que o futuro será sombrio e de que não há sentido em tentar.
O especialista aconselha manter um "diário de sorte" para ajudar a melhorar sua sina
"Anote a coisa mais positiva que aconteceu com você hoje independentemente de quão trivial for... você vai começar a focar nas coisas boas da vida em vez das coisas ruins. Depois de uma semana fazendo isso, o impacto é significativo", diz.

domingo, 30 de dezembro de 2018

Por que Charles Darwin pode ter sido um dos maiores economistas da história

Charles Darwin  — Foto: J. Cameron/Wikimedia Commons

Quem seria mais indicado para explicar a economia: o naturalista britânico Charles Darwin, pai da teoria da seleção natural, ou o economista e filósofo escocês Adam Smith, cuja obra "A Riqueza das Nações" (1776) é considerada a obra-prima que definiu as bases da economia clássica?
A pergunta pode parecer exagerada e fácil de ser respondida. Mas para Robert H. Frank, professor de economia da Universidade Cornell, nos Estados Unidos, e autor de "The Darwin Economy: Liberty, Competition and the Common Good" (A economia de Darwin: liberdade, competição e o bem comum, em tradução livre), a maneira com que Darwin entende a competição permite fazer uma descrição da realidade econômica muito mais precisa do que a perspectiva de Smith.
Se Smith estava correto ao indicar os benefícios da competição, afirma Frank, Darwin foi além ao mostrar que, às vezes, a competição pode gerar benefícios para o indivíduo, mas com prejuízos ao grupo.

Indivíduo versus grupo

A teoria da mão invisível proposta por Smith afirma que, quando a gente se comporta orientado pelo interesse próprio, se obtém resultados benéficos para toda a sociedade.
Essa metáfora descreve a forma como o livre mercado se regula sem interferências externas.
Mas Darwin, argumenta o professor Robert H. Frank, percebeu com muito mais clareza a relação entre a busca pelo benefício próprio e o bem-estar coletivo.
Para ilustrar a visão darwiniana, o pesquisador utiliza como exemplo o tamanho desproporcional das galhadas dos cervos.
"Esse é um traço que evoluiu para dar uma vantagem reprodutiva a animais individualizados, mas que acabou sendo uma desvantagem maior para a coletividade deles", explica Frank à BBC.
Os machos dessa espécie acasalam com a maior quantidade de fêmeas possível. Em meio a isso, eles lutam contra outros machos e, quanto maior a galhada, mais chance de derrotar o adversário.
"Por essa razão, a mutação que codifica o tamanho da galhada foi rapidamente selecionada pela evolução, e hoje em dia esses animais têm galhadas de mais de 1,2 metro que pesam quase 18 kg", explica o professor de Cornell.
Imagine agora esse animal com tal estrutura na cabeça sendo perseguido por raposas em meio às árvores. "Será muito mais fácil cercá-lo e matá-lo", disse Frank.
O processo de seleção natural dá vantagens a cervos com galhadas maiores contra outros animais de sua espécie. Mas esses chifres grandes se tornaram uma desvantagem para cervos ante suas presas.
Ou seja, o elemento que beneficia o indivíduo se opõe aos interesses do grupo.
Galhada dos cervos pode chegar a pesar 18 kg — Foto: Toby Melville/ReutersGalhada dos cervos pode chegar a pesar 18 kg — Foto: Toby Melville/Reuters
Galhada dos cervos pode chegar a pesar 18 kg — Foto: Toby Melville/Reuters

Paralelos

O interessante do que propõe Darwin, afirma Frank, é que às vezes o interesse individual coincide com o coletivo, mas geralmente não. "Quando há um conflito, o interesse individual geralmente triunfa sobre o coletivo."
Segundo o pesquisador de Cornell, a seleção natural que envolve a galhada do cervo levou a uma evolução que não compete com o meio ambiente, mas para que os animais de uma mesma espécie compitam entre si.
No mundo dos negócios, afirma Frank, "grande parte da competição entre empresas e entre consumidores é contra nós mesmos".
"Se não pudéssemos fazer nada, aproveitaríamos os benefícios da competição, mas sempre há pequenas mudanças e incentivos que podem ser adotados para desviar recursos de atividades que não geram benefícios."
A única solução para os problemas individuais é agir de modo coletivo, afirma o pesquisador de Cornell. Chegar a um acordo ou deixar que uma autoridade externa intervenha para chegar a uma solução que beneficie a todos.
Segundo Frank, uma aceitação acrítica dos seguidores de Smith acerca da metáfora da mão invisível tem minado os esforços regulatórios para conciliar o conflito entre os interesses individuais e coletivos em décadas recentes. O dano, na opinião do pesquisador, vem sendo considerável.

quinta-feira, 27 de dezembro de 2018

Homem suspeito de matar vereador da Paraíba é preso em Toritama, PE



Vereador Adelmo Teobaldo (PRP), de Camalaú, PB, foi morto a tiros na Zona Rural do município — Foto: Anne Sales/Arquivo pessoalVereador Adelmo Teobaldo (PRP), de Camalaú, PB, foi morto a tiros na Zona Rural do município — Foto: Anne Sales/Arquivo pessoal
Vereador Adelmo Teobaldo (PRP), de Camalaú, PB, foi morto a tiros na Zona Rural do município — Foto: Anne Sales/Arquivo pessoal
Um homem foi preso suspeito de matar o vereador Adelmo Teobaldo Farias, de Camalú, na Paraíba, na manhã desta sexta-feira (27), no bairro Novo Coqueiral, em Toritama, no Agreste de Pernambuco. Segundo o delegado Paulo Rabelo, o suspeito cometeu o crime junto com outra pessoa, que está foragida.
Ainda de acordo com o delegado, o homem, que já foi preso e cumpriu pena por tráfico de drogas, negou o envolvimento no homicídio do vereador. A Polícia Civil continua em busca do outro suspeito de cometer o crime.

Entenda o caso

vereador Adelmo Teobaldo Farias (PRP), de Camalaú, no Cariri paraibano, foi morto a tiros no dia 8 de setembro deste ano. De acordo com a Polícia Militar, pelo menos dois homens teriam atirado na vítima.
Testemunhas contaram a polícia que o vereador voltava para casa, em uma moto, quando dois homens em outra moto se aproximaram e atiraram várias vezes. Pelo menos três tiros atingiram a cabeça do vereador, que não resistiu e morreu ainda no local.
Adelmo Farias tinha 60 anos e estava no terceiro mandato como vereador da cidade. Ocupava o cargo de 2º secretário da mesa diretora da Câmara Municipal de Camalaú. O crime está sendo investigado pela Polícia Civil.
Vereador Adelmo Farias, de Camalaú, PB — Foto: Reprodução/Site da Câmara Municipal de CamalaúVereador Adelmo Farias, de Camalaú, PB — Foto: Reprodução/Site da Câmara Municipal de Camalaú
Vereador Adelmo Farias, de Camalaú, PB — Foto: Reprodução/Site da Câmara Municipal de Camalaú

Floresta registra 40,7 ºC e tem novo recorde de temperatura antes do início do verão

O município de  Floresta , no Sertão, registrou 40,7 ºC durante o sábado (7) e o domingo (8). De acordo com a Agência Pernambucana de Água...