terça-feira, 18 de abril de 2017

Depois de 3 anos Secretário planeja um delegado para cada cidade de Pernambuco


Márcio Stefanni foi entrevistado no programa Entre Pontes

Stefanni também falou sobre o caso Itambé / JC Imagem
Stefanni também falou sobre o caso Itambé
JC Imagem
Da editoria de Cidades

O secretário estadual de Planejamento e coordenador do Pacto pela Vida, Márcio Stefanni, concedeu entrevista na manhã ao jornalista Igor Maciel, dentro do programa Entre Pontes. Falou da violência em Pernambuco, do polêmico caso da suposta censura a informações negativas para a Imprensa em Caruaru e sobre o assassinato de Edvaldo Alves da Silva, em Itambé. Confira.

SEGURANÇA

"Essa é uma crise nacional. Mas nós moramos em Pernambuco e temos que responder a essa demanda. O governador anunciou um grande plano de investimentos, seja em pessoal, com a contratação de 4,5 mil novos policiais, entre civis e militares. Isso representa 15% a mais no efetivo, e num momento de crise"
"Essas contratações vão surtir efeito. Nossa meta é ter um delegado em cada cidade. Reconhecemos que o efetivo precisa ser complementado, mas a distribuição é feita de acordo com as ocorrências de cada local. Há cidades que não registram um homicídio há três anos, outras em que a droga chegou recentemente".

CENSURA?
"Não temos o menor interesse em esconder dados, mas também não podemos falar em ´ouvi dizer´. No caso da Diretoria de Polícia do Interior da área de Caruaru, foi um ato infeliz e devidamente repreendido pelo comando geral da PM. Existe hierarquia na corporação, foi um ato individual e que não contou com a chancela do comandante".
MORTE EM ITAMBÉ
"Não foi o Estado de Pernambuco nem a Polícia Militar que mataram Edvaldo. Foi um indivíduo, e é preciso distinguir o individual do coletivo. Não houve ordem do governador, do secretário de Defesa Social ou do comandante da PM para aquela ação vergonhosa.
Os policiais já estão respondendo a um procedimento dentro do conselho disciplinar da PM, e há um inquérito instaurado pela Polícia Civil para investigar o caso. O governador deu ordem para que a família da vítima seja indenizada. Dentro do Estado Democrático de Direito, deve-se seguir um rito processual para a punição desses agentes. Não podemos confundir justiça com justiçamento"

Nenhum comentário:

Postar um comentário