quinta-feira, 19 de novembro de 2015

Diretor Geral da Funeso é preso em CPI das Faculdades Irregulares

Célio da Costa é diretor geral da Funeso / Foto: Rodrigo Carvalho/ Acervo JC

Célio da Costa é diretor geral da Funeso

Foto: Rodrigo Carvalho/ Acervo JC

Atualizada às 23h08
O diretor geral da Fundação de Ensino Superior de Olinda (Funeso), professor Célio da Costa Silva, foi detido na noite desta quarta-feira (18) na Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe), durante sessão da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investiga faculdades do Estado suspeitas de ministrar cursos de maneira irregular. 
O docente recebeu voz de prisão do presidente da CPI, deputado Rodrigo Novaes (PSD), depois do parlamentar entender que o professor estava mentindo em seu depoimento.
“Ao ser questionado se a Funeso oferecia cursos na Bahia, no Rio Grande do Norte e na Paraíba, ele respondeu que não, mas depois confirmou a informação. Como estava sob juramento e não podia mentir, ele foi detido”, explicou Novaes. “A Funeso faz parte de uma rede nacional de venda de diplomas e o objetivo dessa CPI é estancar a sangria desse tipo de comércio em Pernambuco”, concluiu.
Após ser detido, o diretor foi conduzido pela Polícia Militar para a Central de Plantões da Capital, no bairro de Campo Grande, Zona Norte do Recife. Nenhum advogado de Célio da Costa quis falar sobre o caso e o delegado que registrou a ocorrência, Gilderley Alves, informou à reportagem que havia sido orientado por superiores a não dar entrevistas sobre o tema. 
A assessoria de imprensa da Polícia Civil e o diretor metropolitano da instituição, Joselito Kehrle, também foram procurados para prestar esclarecimentos sobre os procedimentos adotados na central, mas não responderam às chamadas. 
A CPI das Faculdades Irregulares foi criada há pouco mais de um mês após diversos estudantes denunciarem que foram lesados por instituições de ensino superior do Estado. A maior parte das queixas referem-se a cursos de extensão divulgados pelas faculdades como graduação, o que é ilegal. 
Segundo a deputada Teresa Leitão (PT), relatora da CPI, um relatório com os dados obtidos nas investigações feitas em Pernambuco será enviado para o Congresso Nacional e a abertura de uma CPI nacional será solicitada.

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