quarta-feira, 3 de maio de 2017

Armando critica Paulo Câmara e Geraldo Julio na tribuna do Senado

Senador, que é pré-candidato ao governo do Estado, falou de obras atrasadas da Prefeitura do Recife e governo do Estado


Armando citou relatório do TCE-PE, com obras paradas em Pernambuco / Foto: Ana Luisa Souza/Divulgação
Armando citou relatório do TCE-PE, com obras paradas em Pernambuco
Foto: Ana Luisa Souza/Divulgação
Da editoria de Política
O senador Armando Monteiro (PTB) usou, na manhã desta quarta-feira (3), a tribuna do Senado para criticar obras paralisadas no governo de Perbnambuco e na Prefeitura do Recife. Segundo o parlamentar, as obras paradas somam R$ 5,3 bilhões, sendo que R$ 1,7 bilhão já foram pagos pelo governo federal. Armando é hoje um dos principais nomes da oposição ao PSB em Pernambuco e é pré-candidato ao governo do Estado, em 2018.
Na sua fala, o petebista citou a falta de prioridade para a conclusão das obras que, segundo ele, são referentes a 911 contratos, citando dados divulgados pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE-PE). "Uma política perversa, que combina desperdícios de recursos públicos e subtração de benefícios à população", disse.


"Uma obra paralisada gera muito mais prejuízo do que apenas aquele representado pelos recursos até então inutilmente nela empregados. Se traduz em ineficiência na aplicação de dinheiro público e em descrédito com o contribuinte e a população em geral. O principal ônus é a ausência de benefícios não auferidos pela população, em função do atraso e da não conclusão do empreendimento público", disse o senador, citando obras paradas nas áreas de infraestrutura, saúde, segurança pública e mobilidade urbana.

Entre as obras citadas, estão a Barragem Serro Azul, em Palmares, a PPP do saneamento para a Região Metropolitana do Recife, a unidade prisional de Araçoiaba e a reforma do complexo prisional do Curado, além dos da PPP do presídio de Itaquitinga e a navegabilidade do Rio Capibaribe.

Armando lembrou, ainda, a demora da conclusão do Ramal da Cidade da Copa, em São Lourenço da Mata, a duplicação da BR-104, os atrasos na construção dos Hospitais Mestre Dominguinhos, em Garanhuns, e São Sebastião, em Caruaru, além da reforma do Hospital do Câncer e de várias UPAs no interior.
Armando afirmou, ainda, que, levando em conta a falta de recursos e os atrasos em desapropriações, "não podemos eximir a responsabilidade dos gestores públicos por não planejar e priorizar adequadamente as ações que mitiguem o volume de obras inacabadas".

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