quinta-feira, 7 de abril de 2016

Conheça as diferenças entre meningite viral e bacteriana. Saiba como se prevenir


Questionamentos sobre a doença vieram à tona após morte de criança que estava internada com suspeita de meningite pneumocócica em hospital no Recife
Cinthya Leite
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Meningite define um processo inflamatório das meninges, membranas que envolvem o cérebro
Meningite define um processo inflamatório das meninges, membranas que envolvem o cérebro
Imagem: Free Images
Casos de meningites sensibilizam a população porque alguns dos quadros da doença podem evoluir rapidamente e causar complicações neurológicas, como problemas auditivos, além de risco de morte. O assunto veio à tona depois da morte de uma criança de 11 anos, na quarta-feira (6), que estava internada com suspeita de meningite pneumocócica no Hospital Correia Picanço, no bairro da Tamarineira, Zona Norte do Recife. 
O termo meningite define um processo inflamatório das meninges, membranas que envolvem o cérebro e a medula espinhal. A meningite pneumocócica, vale informar, é um dos três tipos de meningite bacteriana, que também pode ser causada pelo meningococo e hemófilos. Entre os sintomas em geral das meningites, estão dor de cabeça intensa e contínua, rigidez da nuca, vômitos, náuseas, prostração e febre alta que começa abruptamente. Em crianças com menos de 1 ano, esses sintomas podem não ser tão evidentes e, por isso, os pais devem ficar atentos para a presença de moleira tensa ou elevada, irritabilidade, inquietação com choro agudo e persistente, além de rigidez corporal com ou sem convulsões.
“Entre as meningites, a principal diferença é que a meningocócica tem evolução muito rápida, com período de incubação (desde o contágio até aparecerem os sintomas iniciais da doença) curto. É mais agressiva e pode levar ao óbito com maior rapidez, quando comparada com a meningite pneumocócica”, esclarece a chefe do Setor de Infectologia Pediátrica do Hospital Universitário Oswaldo Cruz (Huoc), Angela Rocha. “Já as meningites virais são geralmente benignas. Os casos são mais leves e não deixam sequelas”, complementa a infectopediatra.

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