sábado, 12 de dezembro de 2015

Confirmado vírus chicungunha em exames de três bebês com manchas e bolhas

Bebê, que apresentou manchas e bolhas na pele, já apresenta boas condições de saúde
Bebê, que apresentou manchas e bolhas na pele, já apresenta boas condições de saúde
Divulgação/Huoc
A infectologista pediátrica Regina Coeli Ramos, do Hospital Universitário Oswaldo Cruz (Huoc), confirma que foi identificada a presença do vírus chicungunha em exames de sangue de três bebês com até 2 meses de vida que apresentaram recentemente quadro clínico sugestivo de virose e que evoluíram para bolhas na pele. A médica Nara Cavalcanti, coordenadora da enfermaria de pediatria do Huoc, tem acompanhado os casos e explica que os resultados desses exames sorológicos sugerem que os outros bebês que apresentaram sintomas semelhantes também podem ter sido infectados pelo vírus da chicungunha. 
Entre os sintomas, estão febre em graus variados, manchas vermelhas na pele e irritabilidade. Entre dois e três dias após o início desses sinais os bebês apresentam vesículas e bolhas na pele – manifestações que fogem do padrão das viroses mais observadas pelos médicos entre as crianças muito pequenas. Vale informar que se trata de uma condição que nada tem a ver com microcefalia. 
“A boa notícia é que muitas dessas crianças com bolhas já foram reavaliadas em ambulatório e apresentam uma boa resolução do quadro. Ou seja, estão sem bolhas e sem feridas. Tudo foi cicatrizado sem grandes repercussões. Os bebês estão ótimos de saúde”, garante Nara, que também coordena a enfermaria de pediatria do Instituto de Medicina Integral Professor Fernando Figueira (Imip), por onde já passaram dez bebês com os mesmos sintomas. No Huoc, já foram atendidos, desde o dia 16 de novembro, 20 crianças com essas condições. 
A pediatra acrescenta que, nessas crianças, não são observados inchaço e vermelhidão nas articulações. Outro ponto importante, segundo Nara, é que o estudo do líquido da coluna dessas crianças apresentou normalidade, o que afasta possibilidade de comprometimento neurológico.
“Chicungunha aparece como a hipótese mais forte porque, ao fazermos uma revisão na literatura mundial, encontramos casos semelhantes em crianças de países que tiveram surto da doença confirmado, como a Índia”, explica Nara, que aguarda os resultados dos exames sorológicos dos outros bebês. 

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