quinta-feira, 15 de novembro de 2012

Daniel impõe derrota a Eduardo após cochilo dos governistas na Assembleia.



Governador sofre derrota após tucano pedir a verificação do quórum; pedido de autorização para contrair empréstimo volta à pauta na segunda.
Escrito por Juliane Menezes
O governador Eduardo Campos (PSB) sofreu, nesta quarta-feira (14), sua primeira derrota na Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe). A votação de um projeto de lei que autorizaria o governo a contrair um empréstimo de U$ 550 milhões junto ao Banco Mundial (Bird) foi adiado para a próxima segunda-feira (19), após o deputado Daniel Coelho (PSDB) pedir a verificação de quórum, que foi insuficiente.
Embora conste na legislação que é necessário ter no mínimo 25 deputados presentes para que haja votação (estavam apenas 22), os deputados costumam solicitar a contagem apenas com fins estratégicos. Nesse caso, Daniel fez o pedido por ser contra a aprovação do empréstimo, que segundo ele seria feito para “tapar buracos” das despesas do Estado, deixando uma imensa dívida para o próximo gestor.
Na terça-feira (13), o deputado tucano já havia questionado o fato de, este ano, a Assembleia Legislativa já ter aprovado a autorização de empréstimos do governo estadual que chegam a R$ 4,3 bilhões, sem especificar para que obras o dinheiro seria de fato revertido.
“Desde ontem (terça) eu trouxe essa discussão e o governo informou que, antes de colocar um novo projeto para votação, faria uma discussão com a Comissão de Finanças e apresentaria um relatório para detalhar um pouco mais a matéria. Hoje (ontem), eu vi que a matéria estava na pauta e que queriam aprová-la antes que ela fosse a debate. Antes da votação, vi que tinha pouca gente, então usamos esta estratégia”, explicou Daniel.
Ele destacou que só assim a oposição poderia obter uma vitória, visto que o governador detém hoje a maior bancada estadual do País, com 40 deputados governistas contra apenas 9 de oposição.
A atitude do parlamentar tucano não agradou nem um pouco o líder do governo, deputado Waldemar Borges (PSB). “Isso é um movimento regimental, que é um direito dele, agora que também amesquinha um pouco a relação, até porque a gente nunca fez esse tipo de conta miúda para obstacular nada dele. (…) Agora claro que, assim como ele pode usar, a gente também pode usar esse tipo de aritmética nas questões que ele levanta”, disparou o socialista, em clara ameaça.

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