sábado, 9 de julho de 2016

Homem é preso suspeito de falsificar bebidas e diz que crise o motivou


Ele colocava uísques de R$ 14,30 em garrafas de marcas de R$ 300.
Para tentar disfarçar, ele fazia cópias coloridas dos selos originais.

Do G1
Suspeito usava papel de cigarro para falsificar selos em bebidas (Foto: Marlon Costa/Pernambuco Press)Suspeito usava papel de cigarro para deixar selos mais brilhantes (Foto: Marlon Costa/Pernambuco Press)
Um homem de 55 anos foi preso suspeito de falsificar bebidas alcoólicas que eram vendidas para boates e pubs da Zona Sul do Recife. De acordo com o delegado Carlos Couto, o suspeito, um ex-comerciante, confessou a prática criminosa e alegou que começou a fazer há um ano por conta da crise econômica. Ele colocava uísques de R$ 14,30 em garrafas de marcas de R$ 300.
O homem era considerado foragido da polícia desde que a corporação localizou uma fábrica clandestina de bebidas em Piedade, Jaboatão dos Guararapes, no dia 8 de abril deste ano. No local, foram encontradas três mil garrafas, entre cheias e vazias, e 11 quilos de maconha. O suspeito foi preso em uma casa também no bairro de Piedade. “Ele colocava uma mistura etílica de malte com uísque nacional. Quanto a droga, nega que era dele”, explica o delegado.
Para tentar disfarçar a falsificação, ele xerocava os selos originais, fazia cópias coloridas e as colavam nas garrafas. O suspeito ainda utilizava um papel que fica dentro do cigarro para dar brilho à cópia do selo. “Ele confessou que não tinha medo de fazer, mas sim de vender e ser descoberto”, afirma.
Para isso, segundo o delegado, ele contava com a ajuda de terceiros que faziam a mediação entre ele e os clientes. “O próximo passo da investigação é descobrir se os donos dos estabelecimentos sabiam ou não do crime”, adiantou Carlos Couto ao dizer que o homem tinha um lucro semanal de mil reais.“Ele confessou que adulterava usando uma seringa conta gotas. Podemos dizer que ele é uma pessoa habilidosa e criativa”, concluiu.
O suspeito foi encaminhado ao Centro de Observação e Triagem Professor Everardo Luna (Cotel), em Abreu e Lima, no Grande Recife. Ele responde por crime de saúde pública e tráfico de drogas.

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