quinta-feira, 10 de março de 2016

Comércio pernambucano tem pior janeiro da história


Dados são da Pesquisa Mensal do Comércio, do IBGE. Economista diz que empresário deve ser cauteloso

Comércio de Pernambuco tem registrado desempenho abaixo da média nacional / JC Imagem

Comércio de Pernambuco tem registrado desempenho abaixo da média nacional

JC Imagem

Editoria de Economia
O início de 2016 está sendo difícil para o comércio pernambucano. Os números do IBGE para o setor em janeiro dão a dimensão da crise: as vendas tiveram queda de 11,6% em relação ao mesmo mês de 2015, pior resultado da série histórica para os meses de janeiro. Para os empresários, resta ser conservador, focar em redução de perdas e apostar somente nos produtos mais procurados pelos consumidores.
Os dados da Pesquisa Mensal do Comércio (PMC), do IBGE, divulgados ontem, mostram que a desacelaração acumula queda de 8,7% no Estado, resultado muito inferior aos 2,4% registrados em janeiro de 2015. O desempenho é mais fraco do que a média nacional.
De acordo com a análise do Instituto Fecomércio, a situação se agrava quando considerado o varejo ampliado, que inclui veículos e materiais de construção: o tombo foi de 17,5% em relação a janeiro de 2015.
“A desaceleração econômica está fazendo com que o comércio de Pernambuco tenha retração maior que a média nacional, isto pode ser reflexo de uma menor confiança das famílias que enfrentam um mercado de trabalho com taxa de desemprego superior à nacional”, diz o economista do Instituto Fecomércio, Rafael Ramos, em sua análise.
No Estado, as categorias que registram maior redução no volume de vendas foram Móveis e eletrodomésticos (-30,5%), Equipamentos e materiais para escritório, informática e comunicação (-14,9%), Veículos, motocicletas, partes e peças (-31%), Material de construção (-19,7%) e Tecidos, vestuário e calçados (-21,3%).
“Esse segmentos enfrentam um ambiente de maior restrição, devido ao encarecimento dos juros, tendo que enfrentar uma postura mais conservadora das famílias, que evitam endividamento de médio e longo prazo, justamente ligados aos itens dos segmentos afetados, pois possuem valores maiores”, esclarece Ramos em sua avaliação.

FREIO
Para Rafael Ramos, diante desse quadro, os empresários precisam adotar uma atitude conservadora em relação aos seus investimentos, especialmente em relação à administração dos estoques. Ele orienta que esse é o momento de reduzir as perdas e investir nos produtos que saem mais e que têm maior margem de lucro. “O momento é de sobreviver e esperar o retorno da confiança por parte dos consumidores”, conclui.
Na semana passada, em encontro com empresários locais, a consultoria GS&BW também fez outro alerta aos empresários: é preciso estar bem alinhado à tecnologia e fazer busca ativa de clientes.

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