Vereador oposicionista rasga seda com o grupo do prefeito
Em entrevista há alguns minutos na Rádio Vale AM o vereador Dr. Nanau (PSDB), falando sobre componentes do atual governo, poupou criticas e teceu elogios ao prefeito Toinho do Pará e ao secretario de saúde Aragãozinho ao dizer que eles ´´estão se empenhando``.
Durante o bate-papo o vereador afirmou ser inaceitável poupar críticas ao governo, tendo em vista que já são sete meses concluídos de administração. Porem, por outro lado disse que é obrigação da oposição pedir a melhora da saúde em Santa Cruz do Capibaribe.
quinta-feira, 6 de agosto de 2009
segunda-feira, 3 de agosto de 2009
PMDB PARTIDO SEM QUALIDADE !


O PMDB MAIS UMA VEZ PROVOU QUE É O PARTIDO MAIS DESORGANIZADO MAIS DESUNIDO E MAIS BAGUNÇADO DA FACE DA TERRRA , 1° ABANDONARAM A JOIA RARA DO PARTIDO SARNEY QUE ANTES ELES SEMPRE DEFENDIAM, A NAJA TEMER ESTAR TREMENDO DE MEDO DA SUCURI JARBAS QUE É OUTRO POLITICO DECADENTE QUE TENTA RECONQUISTAR SEU ESPAÇO PERDIDO COM IPOCRESIA , E SEM FALAR NOS DEMONIOS E NOS TUCANATOS QUE JUNTOS FORMAM ESSA "ELITE DEMAGOGA " QUE SE FAZ DE BONZINHOS MAIS SÃO MAIS SUJOS DO QUE PAU DE GALINHEIRO ! SEJAM HOMES PMDEBISTAS CRIEM LUZ PRÓPIA SE NÃO VCS VÃO SE AFUNDAR OU MUDAR DE NOME COMO OS DEMONIOS ANTIGO PFL !
Orgulho-me do governo Lula:Lula reitera criação de 214 escolas técnicas federais até o final de 2010

Orgulho-me do governo Lula:Lula reitera criação de 214 escolas técnicas federais até o final de 2010
03/08/2009
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva destacou nesta segunda-feira (3), em seu programa de rádio Café com o Presidente, a importância de se investir na educação tecnológica dos jovens brasileiros. Lula, que inaugurou mais uma escola técnica na semana passada, em Campina Grande (PB), afirmou que até o fim de seu mandato mais 214 escolas serão inauguradas por todo o Brasil.
Entre as 214 novas escolas, três serão inauguradas no Maranhão já na próxima semana e mais duas no Piauí. O objetivo do governo é inaugurar 100 novas escolas até o final de 2009.
Para o presidente, a formação profissional dos jovens, principalmente dos de baixa renda, “é obrigação do governo”. Lula lamentou as atitudes dos governantes passados, que não se preocuparam com a educação.
“Estamos garantindo que a nossa juventude tenha uma profissão e que seja altamente qualificada, porque é isso que vai fazer com que o Brasil seja mais competitivo. É dessa forma que vamos exportar produtos com valor agregado, por meio do conhecimento que essa juventude adquire. As escolas técnicas são, para o governo e para o Brasil, um investimento extraordinário”, disse o presidente.
No mês de julho, o Ministério da Educação (MEC) lançou em seu portal o Catálogo Nacional de Cursos Técnicos com informações sobre todas as escolas e cursos técnicos do País. A nova ferramenta orienta os jovens e instituições quanto às características específicas dos cursos. Segundo o MEC, entre os anos de 2003 e 2007, 70% dos estudantes de escolas técnicas conseguiram empregos, dos quais 65% trabalham em sua área de formação.
Para o deputado Pedro Wilson (PT-GO), o investimento do governo Lula na educação tecnológica é uma verdadeira revolução na história do País. Até 2002, no Brasil havia 140 escolas técnicas.“As escolas técnicas completam cem anos de existência e só com o presidente Lula vamos para mais de 300. É um salto de quantidade e qualidade que possibilita a formação para a juventude, que hoje vê novos horizontes e tem expectativas quanto ao sonho de realização profissional e qualificação, que todo jovem tem, mas que era limitada”, comentou.
O petista lembrou que o projeto de lei nº 9.649/98, aprovado na gestão demo-tucana de FHC, proibia a expansão do sistema federal de educação profissional. Diz seu artigo 47, parágrafo quinto: "A expansão da oferta de educação profissional, mediante a criação de novas unidades de ensino por parte da União, somente poderá ocorrer em parceria com Estados, municípios, Distrito Federal, setor produtivo ou organizações não-governamentais, que serão responsáveis pela manutenção e gestão dos estabelecimentos de ensino".
Pedro Wilson ressaltou a importância das escolas técnicas no plano de desenvolvimento do Brasil e na criação de novos empregos. Para ele, a tradição de um bom ensino tecnológico é um trabalho agregado entre o governo e os jovens, como forma de crescimento econômico e social para ambos. “Nessa retomada ao desenvolvimento do país, temos mais escolas, melhor ensino, mais emprego e sem dúvida o bom resultado vem mais rápido”, concluiu.
Liderança do PT na Câmara
Postado por TERROR DO NORDESTE
domingo, 2 de agosto de 2009
X FESTA DAS DÁLIAS - TAQUARITINGA DO NORTE
X FESTA DAS DÁLIAS
X FESTA DAS DÁLIAS - TAQUARITINGA DO NORTE
PALCO CULTURA POPULAR
SEGUNDA (10/08) Grupo de Bacamarteiros,Banda Dom Luis de Brito,Biu Pequeno (Repentista),Banda de Pífano Caramuru e Côco de Ze de Teté.
TERÇA (11/08) Fanfarra Novo Impacto,Raizes do Nordeste,Quadrilha Junina e Bel Sanfoneiro
QUARTA (12/08) Orquestra 11 de setembro, Banda de pifano Amaro Rezador, Cavalo-Marinho de João Pissica, Nelson do Acordeon.
QUINTA (13/08) Ana Alves, Bardigão, Severo Lopes, Fuba dos Teclados e André Cambucá.
SEXTA (14/08) Maurinho - Cultura Nordestina, Casacão de Couro.
SÁBADO (15/08) Nathan dos Teclados e Geneci de Triunfo (Conexão PE)
DOMINGO (16/08) MPBAIÃO e Banda Curica.
CORTEJO (Sábado ou domingo)
LENINHA E BACAMARTEIROS DE TAQUARITINGA,BANDA DE PIFANOS DE JOÃO ALFREDO,GRUPO DE CABOCLINHOS DE JOÃO ALFREDO,FANFARRA DE OROBÓ,BOI PAVÃO DE LIMOEIRO,MARACATU PAVÃO DOURADO DE FEIRA NOVA,BLOCO DAS CALUS DE FEIRA NOVA,BOI DA CARA BRANCA DE LIMOEIRO,SOCIEDADE DOM BOSCO DE JOÃO ALFREDO,BONECOS GIGANTES DE JOÃO ALFREDO,ORQUESTRA DE FREVO RAÍZES DA TERRA DE FEIRA NOVA e BONECOS GIGANTES DE FEIRA NOVA.
TEATRO
SEGUNDA (10/08) Aula espetáculo com Ariano Suassuna (CAIC) também teremos espetáculos no sábado (15) e no domingo (16) a definir.
PALCO PRINCIPAL
SEXTA (14/08) Forró Taquara, Josildo Sá e Elba Ramalho
SÁBADO (15/08) Charles Teony, Edu e Maraial e Lenine
DOMINGO (16/08) Palhaço Chililique, Almir Rouche e Orquestra Popular da Bomba do Hemetério.
X FESTA DAS DÁLIAS - TAQUARITINGA DO NORTE
PALCO CULTURA POPULAR
SEGUNDA (10/08) Grupo de Bacamarteiros,Banda Dom Luis de Brito,Biu Pequeno (Repentista),Banda de Pífano Caramuru e Côco de Ze de Teté.
TERÇA (11/08) Fanfarra Novo Impacto,Raizes do Nordeste,Quadrilha Junina e Bel Sanfoneiro
QUARTA (12/08) Orquestra 11 de setembro, Banda de pifano Amaro Rezador, Cavalo-Marinho de João Pissica, Nelson do Acordeon.
QUINTA (13/08) Ana Alves, Bardigão, Severo Lopes, Fuba dos Teclados e André Cambucá.
SEXTA (14/08) Maurinho - Cultura Nordestina, Casacão de Couro.
SÁBADO (15/08) Nathan dos Teclados e Geneci de Triunfo (Conexão PE)
DOMINGO (16/08) MPBAIÃO e Banda Curica.
CORTEJO (Sábado ou domingo)
LENINHA E BACAMARTEIROS DE TAQUARITINGA,BANDA DE PIFANOS DE JOÃO ALFREDO,GRUPO DE CABOCLINHOS DE JOÃO ALFREDO,FANFARRA DE OROBÓ,BOI PAVÃO DE LIMOEIRO,MARACATU PAVÃO DOURADO DE FEIRA NOVA,BLOCO DAS CALUS DE FEIRA NOVA,BOI DA CARA BRANCA DE LIMOEIRO,SOCIEDADE DOM BOSCO DE JOÃO ALFREDO,BONECOS GIGANTES DE JOÃO ALFREDO,ORQUESTRA DE FREVO RAÍZES DA TERRA DE FEIRA NOVA e BONECOS GIGANTES DE FEIRA NOVA.
TEATRO
SEGUNDA (10/08) Aula espetáculo com Ariano Suassuna (CAIC) também teremos espetáculos no sábado (15) e no domingo (16) a definir.
PALCO PRINCIPAL
SEXTA (14/08) Forró Taquara, Josildo Sá e Elba Ramalho
SÁBADO (15/08) Charles Teony, Edu e Maraial e Lenine
DOMINGO (16/08) Palhaço Chililique, Almir Rouche e Orquestra Popular da Bomba do Hemetério.
sábado, 1 de agosto de 2009
Procon-PE alerta lojistas do interior sobre falsos fiscais do órgão
Procon-PE alerta lojistas do interior sobre falsos fiscais do órgão
O Procon Pernambuco, órgão vinculado à Secretaria de Desenvolvimento Social e Direitos Humanos do Governo, alerta a todos os lojistas do interior do Estado, sobre a existência de indivíduos que estão se passando por fiscais do órgão. O Procon-PE já recebeu duas denúncias de lojistas das cidades de Belém do São Francisco e Caruaru sobre a atuação dos falsos fiscais.
De acordo com as denúncias, os falsos fiscais, que possuem colete idêntico aos da equipe de fiscalização do órgão, visitam os estabelecimentos comerciais do interior e após apontarem irregularidades, cobram propina aos lojistas para evitar que uma suposta “multa” seja aplicada.
O Procon Pernambuco informa que durante as operações de fiscalização do órgão, os fiscais atuam devidamente identificados, munidos com colete e crachá com identificação do Governo do Estado e número de matrícula do funcionário. Os lojistas podem e devem exigir dos fiscais essa identificação para evitar golpes.
Para denunciar os falsos fiscais, os lojistas devem entrar em contato com a gerência de fiscalização do Procon-PE, através do número: (81) 3181-7013.
-
Assessoria de Imprensa
O Procon Pernambuco, órgão vinculado à Secretaria de Desenvolvimento Social e Direitos Humanos do Governo, alerta a todos os lojistas do interior do Estado, sobre a existência de indivíduos que estão se passando por fiscais do órgão. O Procon-PE já recebeu duas denúncias de lojistas das cidades de Belém do São Francisco e Caruaru sobre a atuação dos falsos fiscais.
De acordo com as denúncias, os falsos fiscais, que possuem colete idêntico aos da equipe de fiscalização do órgão, visitam os estabelecimentos comerciais do interior e após apontarem irregularidades, cobram propina aos lojistas para evitar que uma suposta “multa” seja aplicada.
O Procon Pernambuco informa que durante as operações de fiscalização do órgão, os fiscais atuam devidamente identificados, munidos com colete e crachá com identificação do Governo do Estado e número de matrícula do funcionário. Os lojistas podem e devem exigir dos fiscais essa identificação para evitar golpes.
Para denunciar os falsos fiscais, os lojistas devem entrar em contato com a gerência de fiscalização do Procon-PE, através do número: (81) 3181-7013.
-
Assessoria de Imprensa
Afrânio declara apoio a Paulo Rubem Santiago em 2010
Afrânio declara apoio a Paulo Rubem Santiago em 2010
Ontem durante o lançamento de seu blog o vereador Afrânio Marques confirmou seu apoio a reeleição do deputado federal Paulo Rubem Santiago (PDT).
O parlamentar disse que onde chegar e o voto para federal for para o pré-candidato Mendonça Filho (DEM), que é apoiado pelo deputado estadual Edson Vieira (PSDC), não irá interferi. No entanto, onde os eleitores estiverem indecisos ele irá ´´vender o peixe`` do pedetista.
Segundo Afrânio a sua simpatia por pelo deputado federal Paulo Rubem já é antiga, desde quando Afrânio era petista.
Sendo assim fica desenhado o seguinte quadro dos vereadores oposicionistas para os apoios quanto deputado federal nas eleições do ano que vem:
- Afrânio Marques com Paulo Rubem Santiago (PDT);
- Zezim Buxin com Mendoncinha (DEM);
- Junior Gomes com Mendoncinha (DEM);
- Francisco Ricardo com Mendoncinha (DEM);
- Dr. Nanau, esse ainda não se decidiu. Por onde anda afirma que irá apoiar quem o presidente de seu partido, Sergio Guerra (PSDB) mandar.
E como até agora a situação do tucano ainda não esta clara (ele não está com relação às mil maravilhas com Mendoncinha), então Dr. Nanau prefere ficar calado sobre o assunto.
Ontem durante o lançamento de seu blog o vereador Afrânio Marques confirmou seu apoio a reeleição do deputado federal Paulo Rubem Santiago (PDT).
O parlamentar disse que onde chegar e o voto para federal for para o pré-candidato Mendonça Filho (DEM), que é apoiado pelo deputado estadual Edson Vieira (PSDC), não irá interferi. No entanto, onde os eleitores estiverem indecisos ele irá ´´vender o peixe`` do pedetista.
Segundo Afrânio a sua simpatia por pelo deputado federal Paulo Rubem já é antiga, desde quando Afrânio era petista.
Sendo assim fica desenhado o seguinte quadro dos vereadores oposicionistas para os apoios quanto deputado federal nas eleições do ano que vem:
- Afrânio Marques com Paulo Rubem Santiago (PDT);
- Zezim Buxin com Mendoncinha (DEM);
- Junior Gomes com Mendoncinha (DEM);
- Francisco Ricardo com Mendoncinha (DEM);
- Dr. Nanau, esse ainda não se decidiu. Por onde anda afirma que irá apoiar quem o presidente de seu partido, Sergio Guerra (PSDB) mandar.
E como até agora a situação do tucano ainda não esta clara (ele não está com relação às mil maravilhas com Mendoncinha), então Dr. Nanau prefere ficar calado sobre o assunto.
Qual a relevância dos jornalões?
Qual a relevância dos jornalões?
31 DE JULHO DE 2009
por Venicio A. de Lima*
A atual conjuntura política, marcada pela crise no Senado Federal e pelas suspeitas em relação à administração da Petrobras, recoloca em pauta uma velha questão sobre o alcance e a influência dos jornalões da grande mídia: a Folha de S.Paulo, o Estado de S.Paulo e O Globo: merecem eles a importância que a elite política e os ''intelectuais'' lhes atribui na formação da opinião pública brasileira, vis à vis, por exemplo, a televisão e/ou a internet?
Há alguns anos, muito antes da expansão da internet, venho insistindo que não (ver, por exemplo, ''Jornal ou TV: qual mídia é mais importante na formação da opinião pública brasileira?'' in Comunicação, Mídia e Consumo, vol. 2, nº 3, março de 2005). Não merecer a importância que se atribui a eles não significa que devam ser ignorados. Absolutamente. Significa, ao contrário, não se atribuir a eles uma relevância nacional que, se algum dia tiveram, não têm mais.
A apresentação deste argumento, todavia, mesmo diante de várias evidências, inclusive sobre a penetração da internet e a relativa democratização do seu acesso, é frequentemente rechaçada por diferentes interlocutores que acreditam ser ainda os jornalões e seus colunistas os principais responsáveis pela definição da agenda pública nacional.
O tema é complexo e, claro, não se pretende esgotá-lo e, muito menos, resolvê-lo. Apenas aceitar o desafio de continuar o debate.
Dois aspectos do argumento
Não vou retomar aqui todos os aspectos do argumento. Os dados relativos à queda de circulação dos jornalões são por demais conhecidos. Da mesma forma, já se discutiu muito sobre o ''aproveitamento'', por emissoras de rádio e televisão, via agências de notícias, das matérias produzidas pelos jornalões. Creio que não há dúvida também sobre as importantes questões que surgiram recentemente quanto à credibilidade dos jornalões. Não pretendo, portanto, retomar esses pontos. Quero apenas lembrar dois aspectos.
Primeiro, o caráter regional dos jornalões. O Globo é, sobretudo, um jornal carioca, da mesma forma que a Folha e o Estadão são jornais paulistas. Eles não são jornais que circulam e/ou são lidos nacionalmente.
O segundo aspecto é, na verdade, um desdobramento do primeiro e merece ser explorado um pouco mais. Para quem exatamente os jornalões estão falando?
Uma das linhas de pesquisa sobre ''a produção das notícias'' (newsmaking) que se consolidou dentro do campo de estudo da Comunicação, nos últimos anos, busca relacionar a imagem da realidade social construída na e pela mídia aos valores partilhados e interiorizados pelos jornalistas acerca de como devem exercer sua profissão.
Há evidencias de que, na seleção das matérias a serem noticiadas, predominam as referências implícitas ao grupo de colegas e às fontes em relação às referências implícitas ao próprio público, isto é, às audiências e/ou aos leitores. Isto significa que, enquanto o público em geral é pouco conhecido pelos jornalistas, o contexto profissional-organizativo-burocrático imediato exerce uma influência decisiva na seleção do que vai ser noticiado. Vale dizer, a origem principal das expectativas, orientações e valores profissionais dos jornalistas não é o ''público'' para o qual eles e elas deveriam escrever, mas o ''grupo de referência'' constituído, sobretudo, por colegas e fontes.
Na verdade, as fontes com as quais os jornalistas ''conversam'' regularmente constituem um público fundamental para suas próprias notícias. Jornalistas recebem muito mais ''reações'' sobre suas matérias, coberturas, reportagens e análises de suas próprias fontes do que de qualquer outro grupo social. Eles estão permanentemente em contato com suas fontes e delas recebem cumprimentos, correções, reclamações, afrontas, negativas de acesso, cassação de credenciais etc.
Verifica-se, portanto, que, como afirmou Bernardo Kucinski, ''a elite dominante é, ao mesmo tempo, a fonte, a protagonista e a leitora das notícias; uma circularidade que exclui a massa da população da dimensão escrita do espaço público''. Ora, essa constatação é verdadeira para todo o território nacional. Desta forma, além de não ser nacional, os jornalões são excludentes porque lidos, sobretudo, apenas pela elite brasileira – seja ela nacional, regional ou local.
E as conseqüências?
A prática profissional do jornalismo, não só nos jornalões, cria uma relação circular entre jornalista-fonte-jornalista que se auto-alimenta permanentemente. E essa relação circular jornalista-fonte-jornalista tende a se tornar assimétrica, enfraquecendo a fonte e fortalecendo os jornalistas. Enfraquece a fonte na medida em que, para tornar públicas as informações de seu interesse, ela fica ''cativa'' de um pequeno grupo de jornalistas. Por outro lado, fortalece os jornalistas (a) por eles terem o privilégio do acesso contínuo a fontes ''autorizadas'' e ''acreditadas''; (b) por terem a opção de selecionar, omitir, enfatizar e distorcer informações; e, ainda, (c) por ''operarem'' protegidos e no interesse dos grupos de mídia no qual trabalham.
Parece correto afirmar, portanto, que os jornalões e seus jornalistas funcionam dentro de uma circularidade restrita a camadas específicas da elite política e ''intelectual'' brasileira. Nada mais do que isso.
Registre-se que a supervalorização indevida do poder dos jornalões, muitas vezes, provoca uma avaliação equivocada de qual realmente é a ''opinião pública'' majoritária no país e, consequentemente, pode conduzir a equívocos importantes, inclusive na formulação de políticas públicas por parte de setores do poder público.
Resta saber qual o poder concreto que esta elite política e ''intelectual'' exerce na vida política nacional. Nos processos eleitorais, se a eleição presidencial de 2006 servir como exemplo, as diversas ''esferas públicas'' que coexistem e funcionam na sociedade brasileira, fora do alcance dos jornalões, revelaram uma relativa autonomia.
Será que funciona também assim nos outros inúmeros aspectos da vida cotidiana? Essa é a questão.
Artigo publicado originalmente no Observatório da Imprensa
*Venicio A. de Lima, Pesquisador sênior do Núcleo de Estudos sobre Mídia e Política da Universidade de Brasília. Autor/organizador, entre outros, de ''A mídia nas eleições de 2006'' Editora Fundação Perseu Abramo - 2007
Postado por TERROR DO NORDESTE
31 DE JULHO DE 2009
por Venicio A. de Lima*
A atual conjuntura política, marcada pela crise no Senado Federal e pelas suspeitas em relação à administração da Petrobras, recoloca em pauta uma velha questão sobre o alcance e a influência dos jornalões da grande mídia: a Folha de S.Paulo, o Estado de S.Paulo e O Globo: merecem eles a importância que a elite política e os ''intelectuais'' lhes atribui na formação da opinião pública brasileira, vis à vis, por exemplo, a televisão e/ou a internet?
Há alguns anos, muito antes da expansão da internet, venho insistindo que não (ver, por exemplo, ''Jornal ou TV: qual mídia é mais importante na formação da opinião pública brasileira?'' in Comunicação, Mídia e Consumo, vol. 2, nº 3, março de 2005). Não merecer a importância que se atribui a eles não significa que devam ser ignorados. Absolutamente. Significa, ao contrário, não se atribuir a eles uma relevância nacional que, se algum dia tiveram, não têm mais.
A apresentação deste argumento, todavia, mesmo diante de várias evidências, inclusive sobre a penetração da internet e a relativa democratização do seu acesso, é frequentemente rechaçada por diferentes interlocutores que acreditam ser ainda os jornalões e seus colunistas os principais responsáveis pela definição da agenda pública nacional.
O tema é complexo e, claro, não se pretende esgotá-lo e, muito menos, resolvê-lo. Apenas aceitar o desafio de continuar o debate.
Dois aspectos do argumento
Não vou retomar aqui todos os aspectos do argumento. Os dados relativos à queda de circulação dos jornalões são por demais conhecidos. Da mesma forma, já se discutiu muito sobre o ''aproveitamento'', por emissoras de rádio e televisão, via agências de notícias, das matérias produzidas pelos jornalões. Creio que não há dúvida também sobre as importantes questões que surgiram recentemente quanto à credibilidade dos jornalões. Não pretendo, portanto, retomar esses pontos. Quero apenas lembrar dois aspectos.
Primeiro, o caráter regional dos jornalões. O Globo é, sobretudo, um jornal carioca, da mesma forma que a Folha e o Estadão são jornais paulistas. Eles não são jornais que circulam e/ou são lidos nacionalmente.
O segundo aspecto é, na verdade, um desdobramento do primeiro e merece ser explorado um pouco mais. Para quem exatamente os jornalões estão falando?
Uma das linhas de pesquisa sobre ''a produção das notícias'' (newsmaking) que se consolidou dentro do campo de estudo da Comunicação, nos últimos anos, busca relacionar a imagem da realidade social construída na e pela mídia aos valores partilhados e interiorizados pelos jornalistas acerca de como devem exercer sua profissão.
Há evidencias de que, na seleção das matérias a serem noticiadas, predominam as referências implícitas ao grupo de colegas e às fontes em relação às referências implícitas ao próprio público, isto é, às audiências e/ou aos leitores. Isto significa que, enquanto o público em geral é pouco conhecido pelos jornalistas, o contexto profissional-organizativo-burocrático imediato exerce uma influência decisiva na seleção do que vai ser noticiado. Vale dizer, a origem principal das expectativas, orientações e valores profissionais dos jornalistas não é o ''público'' para o qual eles e elas deveriam escrever, mas o ''grupo de referência'' constituído, sobretudo, por colegas e fontes.
Na verdade, as fontes com as quais os jornalistas ''conversam'' regularmente constituem um público fundamental para suas próprias notícias. Jornalistas recebem muito mais ''reações'' sobre suas matérias, coberturas, reportagens e análises de suas próprias fontes do que de qualquer outro grupo social. Eles estão permanentemente em contato com suas fontes e delas recebem cumprimentos, correções, reclamações, afrontas, negativas de acesso, cassação de credenciais etc.
Verifica-se, portanto, que, como afirmou Bernardo Kucinski, ''a elite dominante é, ao mesmo tempo, a fonte, a protagonista e a leitora das notícias; uma circularidade que exclui a massa da população da dimensão escrita do espaço público''. Ora, essa constatação é verdadeira para todo o território nacional. Desta forma, além de não ser nacional, os jornalões são excludentes porque lidos, sobretudo, apenas pela elite brasileira – seja ela nacional, regional ou local.
E as conseqüências?
A prática profissional do jornalismo, não só nos jornalões, cria uma relação circular entre jornalista-fonte-jornalista que se auto-alimenta permanentemente. E essa relação circular jornalista-fonte-jornalista tende a se tornar assimétrica, enfraquecendo a fonte e fortalecendo os jornalistas. Enfraquece a fonte na medida em que, para tornar públicas as informações de seu interesse, ela fica ''cativa'' de um pequeno grupo de jornalistas. Por outro lado, fortalece os jornalistas (a) por eles terem o privilégio do acesso contínuo a fontes ''autorizadas'' e ''acreditadas''; (b) por terem a opção de selecionar, omitir, enfatizar e distorcer informações; e, ainda, (c) por ''operarem'' protegidos e no interesse dos grupos de mídia no qual trabalham.
Parece correto afirmar, portanto, que os jornalões e seus jornalistas funcionam dentro de uma circularidade restrita a camadas específicas da elite política e ''intelectual'' brasileira. Nada mais do que isso.
Registre-se que a supervalorização indevida do poder dos jornalões, muitas vezes, provoca uma avaliação equivocada de qual realmente é a ''opinião pública'' majoritária no país e, consequentemente, pode conduzir a equívocos importantes, inclusive na formulação de políticas públicas por parte de setores do poder público.
Resta saber qual o poder concreto que esta elite política e ''intelectual'' exerce na vida política nacional. Nos processos eleitorais, se a eleição presidencial de 2006 servir como exemplo, as diversas ''esferas públicas'' que coexistem e funcionam na sociedade brasileira, fora do alcance dos jornalões, revelaram uma relativa autonomia.
Será que funciona também assim nos outros inúmeros aspectos da vida cotidiana? Essa é a questão.
Artigo publicado originalmente no Observatório da Imprensa
*Venicio A. de Lima, Pesquisador sênior do Núcleo de Estudos sobre Mídia e Política da Universidade de Brasília. Autor/organizador, entre outros, de ''A mídia nas eleições de 2006'' Editora Fundação Perseu Abramo - 2007
Postado por TERROR DO NORDESTE
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