terça-feira, 12 de janeiro de 2016

Cerca de 40% dos bebês com microcefalia ligada ao zika têm lesão na visão



Cerca de 50 bebês com microcefalia passam por atendimento oftalmológico gratuito, durante toda esta segunda-feira (11), no Centro Especializado de Reabilitação Menina dos Olhos da Fundação Altino Ventura (FAV), no bairro da Iputinga, Zona Oeste do Recife. Eles estão sendo submetidos a uma série de exames porque os médicos querem investigar se a microcefalia causou comprometimento da visão. Esse é o terceiro mutirão oftalmológico oferecido pela instituição aos bebês com a anomalia congênita. No primeiro atendimento, realizado em dezembro, os oftalmologistas da FAV perceberam que alterações oculares estão presentes cerca de 40% das 40 crianças com diagnóstico confirmado da malformação decorrente de provável infecção pelo zika vírus na gravidez. 
“Percebemos que parte desses bebês tem alteração na retina e no nervo ótico. Vão precisar de acompanhamento e cuidados para desenvolverem a visão de forma adequada”, diz a oftalmologista Camila Ventura, da FAV. Ela informa que a instituição pretende avaliar a saúde ocular de mais de cem crianças com suspeita e diagnóstico confirmado de microcefalia. Nos dois primeiros mutirões, foram avaliados 79 casos. 
“Nosso objetivo é investigar não apenas se o paciente enxerga, mas também precisamos analisar como é a função visual dele. Outro ponto que estamos avaliando é o músculo do olho, a fim de verificar se existe estrabismo. Observamos, em alguns casos, o estrabismo neurológico, que mostra uma descoordenação central neurológica afetando o equilíbrio do balanceamento dos olhos”, frisa Liana Ventura, presidente da FAV.  

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