domingo, 4 de outubro de 2015

Mudança de hábito auxilia na prevenção do câncer de mama


Fortes evidências têm demonstrado que o treinamento físico pode reduzir o risco de câncer de mama em até 20%

Publicado em 04/10/2015, às 08h04

Cinthya Leite

Arquiteta Marília Didier confia no poder dos exercícios físicos para evitar os fatores de risco / André Nery/JC Imagem

Arquiteta Marília Didier confia no poder dos exercícios físicos para evitar os fatores de risco

André Nery/JC Imagem

Dentro do pacote de atitudes que estão ao nosso alcance e podem ter peso importante na prevenção do câncer de mama, está a prática regular de exercícios. “Fortes evidências têm demonstrado que o treinamento físico pode reduzir o risco de câncer de mama em até 20%”, diz o oncologista Glauber Leitão, do Hospital das Clínicas (HC) da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE).
Para dar força a esse depoimento, ele menciona um dos estudos comentados durante o encontro da Sociedade Americana de Oncologia Clínica (Asco), realizado em junho, em Chicago, nos Estados Unidos. O levantamento investigou a fundo pesquisas publicadas de 1990 a 2014 e revelou que a atividade física faz bem tanto para a mulheres que estão em tratamento para o câncer de mama como para aquelas livres da doença. 
“Atualmente, percebemos que o exercício tem um papel na diminuição de hormônios como o estrógeno, que é um fator de risco importante para o desenvolvimento do câncer de mama. Isso vale para as mulheres que ainda não atingiram a menopausa”, explica Glauber. Para aquelas que já deixaram de menstruar, a atividade física também pode ajudar a diminuir a chance de aparecimento do tumor. “Nesses casos, o exercício tende a provocar queda de alguns fatores inflamatórios, que podem contribuir com o desenvolvimento do tumor”, acrescenta o médico. 
A arquiteta Marília Didier, 40 anos, faz parte do grupo de mulheres que confiam no poder dos exercícios diante da prevenção de várias doenças. “Depois que três amigas tiveram câncer de mama, passei a pesquisar sobre atitudes que eu poderia adotar para ajudar na prevenção da doença. Mudei a minha alimentação e comecei a levar a sério a atividade física. Não tenho dúvidas de que esses hábitos saudáveis ajudam a diminuir o risco de câncer”, conta Marília. 
Ela une o estilo de vida salutar a uma medida chamada pela medicina de prevenção secundária, da qual faz parte a mamografia, que está sendo realizada cada vez mais cedo – pelo menos, na rede privada. “Aos 35 anos, a mulher deve se submeter à primeira mamografia, que servirá de base para avaliar as condições da mama e possibilitar exames comparativos futuros. Se não houver alterações, volta a fazer o exame aos 40 anos e repete a cada ano”, informa o oncologista Rossano Araújo.

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