quarta-feira, 12 de abril de 2017

DESGOVERNO DE PERNAMBUCO


Entre os problemas, várias motos e viaturas foram vistas sucateadas no 24º BPM – Fotos: Arthur Marrocos e Thonny Hill
Na tarde desta quarta-feira (12), cinco deputados estaduais que integram a bancada de oposição em Pernambuco, estiveram em Santa Cruz do Capibaribe visitando obras e locais onde são ofertados serviços pelo Governo do Estado ou deste em parceria com o Governo Municipal.
Os deputados fazem parte do projeto “Pernambuco de Verdade”, que visita cidades que foram palco do seminário “Pernambuco em Ação”, organizado pelo governador Paulo Câmara (PSB).
No município, os deputados Silvio Costa Filho (PRB), Álvaro Porto (PSD), Socorro Pimentel (PSL), Augusto César (PTB) e Joel da Harpa (Pros) visitaram o canteiro de obras da PE-160, a farmácia do Lafepe, o Terminal Rodoviário, a Compesa, a UPA 24 horas e também a Cimope (Central Integrada de Monitoramento). Os deputados foram acompanhados por uma comitiva de assessores, vereadores de Oposição e também do ex-deputado federal José Augusto Maia (PTN).
Confira alguns pontos apurados:
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Canteiro de obras da PE-160 está com máquinas paradas


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De acordo com o dep. Silvio Costa Filho, o primeiro local da visitação foi o canteiro de obras da PE-160. De acordo com ele, as máquinas no local estavam paradas e que diretores da empresa que administra as obras, a SVC Construções LTDA, não estavam no local.
Apenas vigias estavam, segundo vereadores de Oposição, no canteiro de obras e lhes teria sido relatado que as máquinas estariam paradas por conta do feriado de Semana Santa.
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24º BPM só tem 18 policiais atender sete cidades, diz deputado

Uma informação também dita por Silvio Costa Filho é que o município, de acordo com o 24º BPM, só teria apenas 18 policiais a disposição por dia para fazer a segurança de Santa Cruz e outras seis cidades atendidas.

“Fomos até o Batalhão da Polícia Militar, que atende a sete municípios da região e só tem 18 policiais para atender os quase cem mil habitantes de Santa Cruz do Capibaribe e da região. O governo Paulo Câmara deveria ter vergonha em ter vindo aqui e ter feito essas promessas” – disse.

Já o deputado Joel da Harpa frisou que viu um cenário com diversas viaturas sucateadas, pouco efetivo e fez elogios ao trabalho desempenhado, segundo ele, pelos efetivos da Guarda Municipal.
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Farmácia do Lafepe enfrenta escassez de medicamentos

Dipirona está em falta há mais de um ano, afirma funcionário
Na segunda etapa da visita, os deputados estiveram visitando as instalações da farmácia do Lafepe, que é mantida pelo Governo do Estado. Lá, eles ouviram de funcionários que o local não é abastecido com medicamentos básicos há cerca de dois meses.
Um fato que chamou a atenção é a falta de Dipirona, analgésico simples usado para o alívio de febre e dores. De acordo com funcionários, em relatos aos deputados, o medicamento não é enviado a farmácia há mais de um ano.
Outro ponto é a falta de uma maior variedade de medicamentos à disposição, onde o que se viu foram prateleiras quase vazias.
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“O que encontramos aqui foi um retrato do descaso. Falta Dipirona há mais de um ano e insumos básicos. A sociedade está desassistida” – frisou.

Já quanto ao terminal rodoviário, foi ouvido da população os problemas de conhecimento local tais como: ponto de venda e consumo de drogas, insegurança, falta de estrutura e banheiros fechados há meses por falta de material de limpeza. O forte odor de urina é uma constante no local.
Banheiro fechado a cadeado por falta de material de limpeza
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Oferta de água para Santa Cruz é quatro vezes menor que a demanda

Na terceira etapa da visita, os deputados se reuniram com a direção municipal da Compesa. De acordo com Bruno Adelino, gerente regional da empresa, a vazão destinada de água da Barragem do Prata, que estaria sendo destinada para Santa Cruz, seria de quase 70 litros por segundo, sendo que, segundo o mesmo, essa demanda mínima seria de quase 300 litros por segundo.
Previsão de melhoria – apenas no fim de setembro: O mesmo falou sobre a porcentagem de residências que ainda seriam atendidas com água nas torneiras, mediante um rodízio de três dias com água e 28 dias sem abastecimento e uma previsão de quando isso poderia ser amenizado.

“Estamos atendendo, em média, de 25 a 30% da população. 70% não tem água nas torneiras. Nas regiões mais carentes, disponibilizamos carros pipas e chafarizes para atender, mas o plano que temos para socorrer isso daí é através do lote 4, da adutora do agreste, com previsão para chegar em Toritama em maio, que é quando vamos tirar Toritama do colapso e, em Santa Cruz, tem previsão de chegar apenas no final de setembro. Somente aí podemos melhorar o abastecimento” – disse.

Para ele, a solução definitiva para o problema de água na cidade e na região acontecerá somente com a conclusão da Adutora do Agreste e a chegada de água pelo sistema da Transposição.
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Governo do Estado teria terceirizado responsabilidade com atendimento prestado na UPA 24h


A quarta etapa da visita dos deputados foi a UPA 24h. De acordo com o deputado Silvio Costa, o atendimento na UPA, feito pelos profissionais do município, estaria sobrecarregado e deu sua justificativa, com críticas ao Governo do Estado.

“Visitamos aqui a UPA e o que vimos é que o atendimento feito pela prefeitura está sobrecarregado. O governo do estado deixou a prefeitura a sós para atender toda uma região e isso é inadmissível. Estaremos propondo ao Governador Paulo Câmara que seja construído um Hospital Regional, mas será importante restabelecer o que já se tem, o fornecimento de medicamentos e, paralelamente, se pensar nesse hospital” – disse Silvio.

A crítica feita pelo deputado foi ao fato da UPA manter, em um mesmo local, o atendimento pediátrico junto ao atendimento adulto.

“Não pode uma criança estar com febre ou querer um medicamento vir aqui e ver uma pessoa que levou um tiro, por exemplo. Isso causa traumas, problemas. O que observamos é que o governo terceirizou a responsabilidade da saúde para o município e ele está sobrecarregado” – pontuou.

Silvio destacou que, para amenizar os problemas, seria necessária um a participação maior do Estado, através da abertura de mais convênios com o município.
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