terça-feira, 29 de junho de 2010

Famílias suplicam por comida em PE




Da Redação do Portal +AB
Por Thomás Alves


A crendice religiosa popular em São Pedro se concretizou, nesta segunda-feira (28), dia de véspera do santo. É que segundo o mito nordestino, São Pedro é o responsável pela chuva que rega as plantações da região. Mas, mito ou não, o fato é que voltou a chover em Pernambuco do fim da semana passada e no começo desta, para infelicidade das vítimas das enchentes que castigaram o Estado. Chuvas que antes  eram a felicidade das famílias que sofriam com a falta d´água, agora são sinônimo de desespero, aflição e morte.
Esse novo registro de chuvas é menos intenso do que o que foi registrado anteriormente. Mas o longo período de queda d´água foi suficiente para deixar cidades do interior alagadas e moradores, mais uma vez, em pânico.
A equipe de reportagem do Portal +AB visitou mais duas cidades. Com a volta das chuvas, Barra de Guabiraba, no Agreste e Belém de Maria, na Zona da Mata Sul, foram uma das afetadas.
Barra de Guabiraba
Os moradores começaram a sair cedo das casas nesta segunda-feira (28). Isso porque a água já começou a invadir as residências. Na rua do Rio, que fica próximo ao leito do Rio Sirinhaém, a água impediu a passagem dos moradores. "Nós ficamos numa expectativa muito negativa quando começa a chover. Fico logo pensando que a água vai invadir minha casa de novo", confessou o agricultor, Paulo Cristovão.
De acordo com a Defesa Civil de Barra de Guabiraba, a cidade decretou, novamente, estado de alerta. Segundo o coordenador do órgão, Dário Pereira, a chuva começou às 9h deste domingo (27) e continuou durante a manhã desta segunda. "As chuvas deixaram, até o momento, 592 casas danificadas e 45 destruídas. As famílias que voltaram para as casas, após a primeira cheia, estão tendo que ser retiradas dos locais que apresentam riscos", afirmou.
A Defesa Civil também coordena a entrega de donativos às vítimas da chuva. Durante esta manhã, muita gente aglomerou a entrada da prefeitura da cidade em busca de comida e roupas (foto). Não houve tumulto, mas a ansiedade era muito grande. Pessoas se penduravam nas grades e imploravam por donativos.
Belém de Maria
Seguimos viagem rumo à cidade de Belém de Maria, Zona da Mata Sul, e logo encontramos muitas dificuldades no acesso ao município, pela PE-123: curvas que escondem verdadeiras crateras põem em risco a vida dos motoristas. Mais a frente, a correnteza do Rio Panelas destruiu parte da estrada. A metade que sobrou apresenta rachaduras e pode cair com a próxima chuva. Mesmo assim, motoristas arriscam a vida para fazer a travessia.
O nível do Rio Sirinhaém, que corta a cidade, está um pouco alto. Na cheia anterior, a correnteza destruiu também a passagem da ponte principal, no centro da cidade. Os moradores improvisaram uma passagem nas encostas do que antes era uma estrutura segura. As chuvas também suspenderam as festas juninas de Belém de Maria. As ruas do centro estão tomadas pela lama. A palhoça local passou por uma higienização nesta segunda. Mas, mesmo assim, as bandeiras e os balões não passam de enfeites que contrastam com o cenário de destruição da cidade.
A correnteza do Rio Sirinhaém é a responsável pelo deslizamento das barreiras do leito. As pessoas que moram nesses locais já começaram a tirar os móveis porque o rio está ganhando  uma largura maior.
Clique aqui para ver as fotos das duas cidades

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