Mascherano desabafa após sexto vice seguido da Argentina: ''É uma tortura''
Hermanos perderam três finais de Copa América, duas da Copa das Confederações e uma do Mundial desde que foram campeões em 93; Volante esteve em quatro delas.
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Não faltaram chances para encerrar o jejum. Desde a última conquista, a Copa América de 1993, a Argentina chegou a seis finais e perdeu todas. Caiu nas decisões da Copa das Confederações de 1995 - chamada na época de Copa do Rei Fahd, foi a última antes de ser rebatizada - e 2005, na Copa do Mundo de 2014 e em três edições do torneio sul-americano (2004/07/15). O revés nos pênaltis para o Chile acabou mais uma vez com o sonho de uma geração. Um dos símbolos desse elenco é Mascherano. Presente em quatro das cinco decepções, o volante desabafou no Estádio Nacional de Santiago e deixou em dúvida até seu futuro na selecão.
Resumiu como tortura o que os hermanos vem vivendo nos últimos 22 anos. A derrota para o Chile veio depois de três quedas para o Brasil, uma para a Dinamarca e outra para a Alemanha. Masch só não participou dos duas campanhas da Copa das Federações.
- É uma tortura... Não encontro explicação. Quero disfrutar a seleção, mas sempre acabo sofrendo. Tomara que no futuro a Argentina possa ganhar. Falei com o Tevez: joguei três finais de Copa América e perdi as três. Tanto na primeira (2004), como nessa, estivemos perto. No geral fizemos uma boa competição. Nos falta sorte nas decisões - lembrou na zona mista.
Líder da Argentina dentro de campo, Mascherano vive a mesma sina de Messi: campeão de tudo com o Barcelona, campeão de nada com a seleção. Aos 31 anos, o volante estava abatido após o novo vice-campeonato. Deixou em dúvida até sua continuidade na seleção.
- Não conseguimos dar a alegria que o povo argentino queria. Todos sabem como vivo o futebol. Infelizmente perdemos e temos que engolir. É uma grande tristeza. Estavamos fazendo as coisas bem... Não dá para pensar no futuro agora.
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