
Por : Roberto Celestino
Os séculos XV e XVI ficaram marcados pelas odisseias marítimas dos europeus, em especial os portugueses, que partiam em
suas caravelas em mares desconhecidos em busca de novas descobertas
que lhes rendessem terras, poder e nome.
Mesmo crendo que, os mares eram habitados por monstros
que engoliam os marinheiros e suas naus e, com a ideia que a terra
era plana e que poderiam a qualquer momento cair em um abismo,
navegar era preciso.
Hoje exercemos o mesmo fascínio em navegar. Não em
caravelas, não a desbravar os mares. Navegar tornou-se para nós
algo bem mais cômodo e divertido. Navegamos em máquinas modernas
que nos levam a qualquer lugar em fração de segundos. Navegamos
bem, navegamos muito na internet.
A diferença é que, aqueles homens do passado dominavam
barcos relativamente rústicos e mares bravios e, mesmo em meio a
essas adversidades a grande maioria deles vencia e findava sua
viagem.
Apesar de nossas máquinas serem tão modernas,
percebemos a cada dia um crescente número de naufrágios desses
pobres marinheiros. O problema não é da máquina, é nosso que não
conseguimos dominar “o leme”.
Ficamos tão fascinados com os lugares e as pessoas que
conhecemos que, navegamos para cada vez mais longe da nossa família,
do nosso emprego, dos nossos estudos, do nosso mundo real e, de DEUS.
O resultado não poderia ser diferente: naufrágios.
Naufrágio no casamento, no relacionamento pais e filhos, no emprego,
na escola, na fé.
Não estou dizendo aqui que não devemos navegar, claro
que não. Navegar é preciso, é divertido descobrir novos mundos,
novos conhecimentos.
Faço apenas um alerta, não naveguemos para tão longe
de quem nos ama, não queiramos conhecer pontos arriscados que nos
levam ao naufrágio e, lembre-se, por melhor que seja a viagem, há
um momento em que é preciso ancorar, há um momento que é preciso
descer do “barco” e pisar em terra firme.
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