
Governador Paulo Câmara – Imagem/ arquivo – Foto: Heudes Regis/SEI

Governador Paulo Câmara – Imagem/ arquivo – Foto: Heudes Regis/SEI
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Coletiva sobre Operação Desmanche — Foto: Polícia Civil/Divulgação
A Polícia Civil realizou a Operação Desmanche em Caruaru, no Agreste de Pernambuco. Uma quadrilha, especializada em adulteração e nesse tipo de crime, foi presa. Os policiais identificaram uma loja, na Rua Bahia, que encomendava peças ao grupo.
Segundo a Polícia Civil, dois homens presos no Cotel, no Recife, negociavam a entrega de um veículo de luxo, que seria levado por outro homem, em um reboque, para um desmanche no Loteamento do Xique-Xique. A equipe chegou ao local, depois de acompanhar a entrega do carro no galpão onde funcionava o desmanche.
Ainda de acordo com a polícia, o veículo tinha placas clonadas, e as originais tinham registro de roubo.Os policiais encontraram também três mecânicos que desmanchavam um outro veículo, que também tinha placas com registro de roubo.
No local, também foi apreendido mais um veículo com sinais de adulteração. Além de outro carro e dois motores com queixas de roubo.
No total, sete pessoas foram presas e autuadas em flagrante pelos crimes de receptação, associação criminosa, falsificação de documentos e adulteração de sinal identificador de veículos. Elas passaram por audiência de custódia e tiveram prisão preventiva.
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Gilberto e Pocah brigaram no BBB 21 — Foto: Reprodução/TV Globo
A palavra "basculho" se tornou um dos termos mais comentados nas redes sociais, desde a madrugada desta terça-feira (16), depois de ter sido utilizada pelo pernambucano Gilberto no BBB 21. O regionalismo foi usado durante uma discussão com Pocah, após um Jogo da Discórdia.
A discussão começou depois que Pocah foi tirar satisfação sobre o porquê de Gilberto ter dito que tudo o que ela fazia era calculado.
"Eu não vim do lixo para perder para basculho", disse o pernambucano, que é doutorando em economia. A cantora carioca não entendeu a gíria e o caso viralizou nas redes sociais.
Segundo a professora de redação Fernanda Bérgamo, que participa do Projeto Educação da Globo e é colunista da CBN Recife, a expressão é um regionalismo antigo, pouco conhecido pelos jovens.
"Basculho é resto, aquilo que todo mundo despreza. Fica abaixo do lixo, porque do lixo você aproveita muita coisa. O basculho não presta para nada. Foi uma forma dele demonstrar o desprezo por Pocah", afirmou a professora.
"É uma expressão regional, não conhecida pelos jovens de hoje. Gilberto é jovem, mas é estudioso e tem o pé nas raízes do Nordeste. Provavelmente, ouviu da mãe, de tias, de uma avó ou de um avô. É uma expressão que nem a minha geração conhece a fundo. Basculho vem de uma variação linguística que é a mesma de basculante e vasculante, que permite o uso de 'b' ou 'v'", explicou Bérgamo.
A professora disse, ainda, que gostou de ver expressões utilizadas no Nordeste brasileiro sendo apresentadas para o resto do país. Para ela, essa é uma forma de combater o preconceito linguístico.
"Estamos vendo uma luta bem consistente contra o preconceito linguístico, porque muita gente deprecia o jeito de falar nordestino. E nós vamos ouvir várias dessas pérolas da boca de quem é tão espontâneo, como Gilberto e Juliette", afirmou.
Por Marina Meireles, G1 PE

Mulher trans morre em SP após incêndio durante cirurgia em clínica de SP
"Meu coração não aguenta. [...] Ela disse ‘vó, eu vou colocar minha prótese e vou chegar abalando’, era uma realização pra ela". A fala foi de Maria José Muniz, avó de Lorena Muniz, mulher trans de 25 anos que viajou para São Paulo em busca do sonho de colocar silicone nos seios e teve a morte confirmada pelo Hospital das Clínicas da cidade nesta segunda-feira (22) (veja vídeo acima).
Segundo o companheiro de Lorena, ela foi abandonada inconsciente durante incêndio na clínica onde realizava o procedimento na cidade de São Paulo, de onde foi socorrida para o HC, na quarta-feira (17). Ela ficou internada em estado grave após inalar muita fumaça, segundo a unidade de saúde.
Antes de seguir para São Paulo, em agosto de 2020, a jovem dividia uma casa em Fragoso, em Paulista, no Grande Recife, com o companheiro, Washington Barbosa, conhecido como Tom Negro, e com a família. Ao lado da casa, Lorena tinha um salão onde atuava como cabeleireira.
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Maria José Muniz, avó de Lorena Muniz, apoiava a neta — Foto: Marina Meireles/G1
"Para ir para São Paulo, ela saiu vendendo as coisas do salão. O sonho da vida dela era colocar uma prótese. Ela disse que só iria se sentir mulher quando colocasse", contou a tia de Lorena, a massoterapeuta Rinalda Muniz.
“O sonho da vida dela era colocar uma prótese. Ela disse que só iria se sentir mulher quando colocasse a prótese”, disse Rinalda.
A transexualidade de Lorena foi acolhida pela família. "A gente errava, às vezes, chamava [pelo nome de registro], mas sempre acolhemos. Minha avó nunca colocou para fora, sempre ficou aqui com a gente", disse o irmão de Lorena, Ricardo Muniz.
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Lorena Muniz mandou mensagem para a tia por aplicativo de mensagem no dia 17 de fevereiro — Foto: Marina Meireles/G1
Durante o período longe de casa, a família afirmou sempre ter recebido notícias de Lorena. No dia 17 de fevereiro, a cabeleireira enviou uma última mensagem para a tia Rinalda, informando sobre a cirurgia. "Quando eu acordar eu falo", disse Lorena, no texto.
Ao saber da notícia sobre Lorena, a família fez o possível para tentar ir para São Paulo. "A mãe dela pediu um adiantamento à patroa para viajar", contou Rinalda.
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Lorena Muniz, antes de viajar, trabalhava como cabeleireira ao lado de casa, no Grande Recife — Foto: Marina Meireles/G1
"O erro dela foi procurar um lugar barato. Várias pessoas disseram para não ir. Eu sou massoterapeuta e minhas clientes comentam que o que a gente mais vê são coisas assim dando errado, como aconteceu com aquela influenciadora digital do interior. Foi um barato que saiu caro, principalmente para a gente", disse Rinalda.
"A ficha ainda não caiu. Eu não tive nem como chorar ainda, porque é difícil acreditar. Eu espero que a gente consiga trazer o corpo pra poder ter uma despedida", disse a tia de Lorena.
Existem homens públicos que simplesmente passam pela política. E existem aqueles que constroem relações, deixam marcas e permanecem presente...