Principal alvo da 33ª fase da ação da Polícia Federal é a Queiroz Galvão.
Nome da pessoa que prestou depoimento no Recife não foi informado.
Do G1A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta terça-feira (2), a 33ª
etapa da Operação Lava Jato. Em Pernambuco, a ação, denominada ‘Resta
Um’, teve como objetivo o cumprimento de um mandado de busca e apreensão
e um de condução coercitiva, quando a pessoa é levada para prestar
depoimento e, em seguida, é liberada.
As ações aconteceram no bairro de Santana, na Zona Norte do Recife,
na casa do engenheiro e empresário André Pereira, de 64 anos. Ele já
chegou à sede da da PF, no Centro da capital pernambucana, e no momento
presta depoimento. Ele está acompanhado pelo advogado, que não quis
falar com a imprensa.
O principal alvo dessa etapa da Lava Jato é a construtora Queiroz
Galvão. A investigação tem como objetivo apurar ilegalidades na
construção da Refinaria Abreu e Lima, no Complexo de Suape, no Grande
Recife. André Pereira tem ligação com a empreiteira.
Na casa do empresário que foi alvo da condução coercitiva, os agentes
federais apreenderam um celular, uma pasta com documentos, um notebook,
um tablet, cinco pen drives e um HD. Os dois mandados foram realizados
às 7h. Todo o material será enviado para o Paraná, que concentra as
investigações da Lava Jato.
Ao todo, a PF cumpre 32 mandados no país. Além de Pernambuco, houve
ações em São Paulo, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Goiás e Minas
Gerais. O ex-presidente da construtora, Ildefonso Colares Filho, e o
ex-diretor Othon Zanoide de Moraes Filho foram presos preventivamente no
Rio de Janeiro.
Não há prazo para que sejam liberados. Há ainda um mandado de prisão
temporária (por cinco dias) para Marcos Pereira Reis, ligado ao
consórcio Quip. Segundo a PF, ele está no exterior. As investigações
foram deflagradas para apurar suspeitas de formação de cartel com outras
empreiteiras. O grupo teria fraudado licitações da Petrobras, gerando
prejuízos ao erário público e gerando lucros a empresas privadas.
A propina teria sido paga a funcionários do alto escalão da estatal, em
valores que já se aproximam a R$ 10 milhões. Além de Suape, haveria
relação com contratos da empreiteira no Complexo Petroquímico do Rio,
Refinaria Vale do Paraíba, Refinaria Landulpho Alves e Refinaria Duque
de Caxias.
O nome “Resta Um” é uma referência à investigação da última das maiores
empresas identificadas como parte integrante da chamada “Regra do Jogo”
em que empreiteiras formaram um cartel visando burlar as regras de
contratação por parte da Petrobras.
Resposta
A construtora Queiroz Galvão informou, por meio de nota, que a Polícia Federal realizou uma operação de busca e apreensão em algumas de suas unidades. Alguns ex-executivos e colaboradores foram alvos de medidas cautelares. A empresa garantiu que está cooperando com as autoridades e franqueando acesso às informações solicitadas.
A construtora Queiroz Galvão informou, por meio de nota, que a Polícia Federal realizou uma operação de busca e apreensão em algumas de suas unidades. Alguns ex-executivos e colaboradores foram alvos de medidas cautelares. A empresa garantiu que está cooperando com as autoridades e franqueando acesso às informações solicitadas.
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